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Corpos de mulheres assassinadas em Navegantes estavam há 24 horas dentro de casa

Carin e Raquel foram mortas a facadas. Houve luta corporal e o crime aconteceu dentro de uma residência no bairro Machados, em Navegantes.

24/06/2024 às 09h19 Atualizada em 24/06/2024 às 09h24
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

24.06 - Os corpos da professora Carin Daiana Salomão, de 37 anos, que era coordenadora de Projetos da Secretaria de Educação de Navegantes, e da recepcionista Raquel Jaqueline Hostins, de 32 anos, estavam há pelo menos 24 horas trancados dentro de casa quando foram localizados por um amigo, no início da noite de sábado. O crime aconteceu dentro da casa de Raquel, na Ria Teodoro da Silva, no bairro Machados, em Navegantes.

A Polícia Civil de Navegantes aguarda o laudo da Polícia Científica para confirmar o horário da morte, mas o delegado Gustavo Reis acredita que o assassinato foi na sexta-feira. Diferentemente das informações divulgadas inicialmente, somente Carin era servidora da rede municipal desde 2002. Raquel trabalhava como recepcionista.

 

 

 

 

A conclusão de que os assassinatos teriam ocorrido ainda na sexta-feira veio com o início das investigações, depoimento de testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento. O carro de Carin, um Jeep Renegade, estava em frente à casa de Raquel, na rua Teodoro da Silva, no bairro Machados, desde sexta-feira.

Pescador preso

O pescador F.L.K., de 34 anos, preso e apontado como principal suspeito pelo duplo assassinato teria um relacionamento amoroso com Raquel. A polícia também investiga um suposto triângulo amoroso que pode ter motivado o crime, pois as duas vítimas, segundo uma testemunha, também mantinham um relacionamento amoroso.

Segundo a investigação, os corpos de Carin e Raquel foram encontrados despidos e em ambientes diferentes da casa. Raquel foi encontrada morta no quarto, enquanto Carin estava nos fundos da casa. O delegado Gustavo Reis não acredita que tenha havido violência sexual antes dos assassinatos.

A testemunha C.K., de 35 anos, foi quem encontrou os corpos e acionou a polícia. Na quinta, ele e a amiga Raquel tinham passado a madrugada juntos. Quando estavam na conveniência Zanata, Raquel encontrou o pescador F.. Eles conversaram e Raquel pediu uma carona para C. levar o casal até em casa.

Na sexta-feira, por volta das 15h, C. encontrou novamente Raquel e o pescador, dessa vez na conveniência da Solange. Ele deu carona a ambos até a casa da família do rapaz, que teria dito que apresentaria Raquel à mãe.

Carro de Carin na frente da casa

Na manhã de sábado, por volta 7h, o amigo C. viu que o portão da casa de Raquel estava aberto e que o carro de Carin estava em frente.  C. era amigo das duas e não quis entrar na casa “porque não quis atrapalhar, visto que Raquel e Carin tinham uma relação e ele achou que atrapalharia”, contou à polícia.

Já por volta das 18h de sábado, C. voltou à casa de Raquel, pois tinham combinado de sair, e encontrou novamente o portão aberto e o carro de Carin na frente. Ele entrou na casa e encontrou o corpo das duas, Raquel estava no quarto e Carin nos fundos, no pátio. Foi C. quem acionou a Polícia Militar.

 

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