
26.06 - O ex-secretário de Administração da Prefeitura de Barra Velha, Mauro Silva (PL), está em liberdade. A decisão da Justiça publicada na tarde de ontem (25), segundo noticiou o jornalista Francisco Carlos, do Portal Praia Norte News. Mauro estava retido desde janeiro no complexo prisional do bairro Canhanduba, em Itajaí, e terá de usar tornozeleira.
A decisão atendeu ao pedido da defesa de Mauro Silva, que alegou que o ex-secretário é idoso, com problemas de saúde, e que, solto, não residiria na mesma cidade onde o fato ocorreu, Barra Velha. Mauro mora em Blumenau. Os advogados argumentaram que não havia motivos para ele permanecer no presídio da Canhanduba.
Ao analisar o pedido, o juiz responsável pelo caso concordou com a defesa e reforçou que, com o fim das investigações, não havia mais risco de o ex-secretário tentar influenciar o depoimento da vítima e das testemunhas. Assim, entendeu que medidas cautelares seriam suficientes para garantir a aplicação da lei pelo crime.
Seguem presos o prefeito de Barra Velha, Douglas da Costa (PL), o ex-diretor de Patrimônio, Osmar Firmo, e o ex-secretário de Planejamento, Élvis Fuchter. Segundo o portal Praia Norte News, a defesa do prefeito Douglas já ingressou com um habeas corpus e aguarda decisão do judiciário. Outro envolvido nas denúncias foi liberado no mês de maio. Trata-se do engenheiro Osni Paulo Testoni, que era vinculado à Secretaria de Planejamento.
Operação Travessia
As investigações da Operação Travessia começaram em fevereiro do ano passado, pela 2ª Promotoria de Justiça de Barra Velha, e contou com o apoio do GEAC (Grupo Especial Anticorrupção) e do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).
Ao todo, oito mandados de prisão e 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, após autorização do TJSC, no dia 24 de janeiro deste ano. Evidências obtidas apontaram uma série de crimes envolvendo a construção de uma ponte sobre o rio Itajuba.
De acordo com o MPSC, cada denunciado participou ativamente da organização criminosa, que seria comandada pelo prefeito. Os denunciados se tornaram réus por 56 crimes, entre eles fraude a licitação, pagamentos irregulares, fraude na execução de contrato, desvios de bens e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público pede, ainda, a devolução de quase R$ 2 milhões, além do pagamento de R$ 500 mil por danos morais causados à população de Barra Velha.
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