
Um projeto da prefeitura de Barra Velha para o prolongamento da avenida Beira-mar, do Tabuleiro até a praia do Sol, no bairro de Itajuba, está preocupando moradores e vereadores da cidade. O local prevê o corte de restinga, aterro e retirada de pedras pra construção da avenida.
Frederico Lenhard, um dos membros da associação de Moradores de Itajuba, conta que já tiveram uma reunião com a prefeitura, vereadores, oceanógrafos, fundação do Meio Ambiente (Fundema) e defesa civil para mostrar os riscos de agressão ao meio ambiente, mas de nada adiantou.
A licitação para definir a empresa está marcada para o dia 6 de julho. Para tentar impedir o projeto, os moradores lançaram o abaixo-assinado “SOS Praia do Sol”, que já conta com 2100 assinaturas. A petição online fica no https://bityli.com/lUVlB e pode ser assinada por moradores e apoiadores da causa.
“O projeto poderia ser menos agressivo com o traçado da avenida passando distante da vegetação de restinga, mas infelizmente em diversos pontos a avenida passará em cima da restinga, sendo retirada totalmente a área de APP, afetando corujas, lagartos, insetos e outros animais”, explica o texto do abaixo-assinado.
No lugar da restinga haverá aterro e uma base de pedras para a construção da avenida. “Para manter o alinhamento de cinco metros acima do nível do mar, em determinados pontos como na praia do Sol, entre o hotel Flamboyant e as cinco ruas seguintes até a rua Paraíso, em frente ao condomínio de prédios Vila dos Açorianos, a avenida terá até três metros de altura com o aterro e totalizará 16,4 metros de largura” explicam os moradores.
A comunidade lembra que a região onde a prefeitura quer fazer a avenida sofre com erosões e invasão do mar desde os anos 2000. Os pontos mais sensíveis seriam no bairro Tabuleiro, em frente a Rôgga Empreendimentos, e entre às ruas Flamboyant e Paraíso, onde a avenida passará sobre a restinga. Nestes locais há registros de postos de guarda-vidas engolidos pelo mar, assim como as margens que são invadidas pelas constantes ressacas.
Alguns membros da associação de moradores alegam que se a avenida fosse sustentável, passando a uma distância razoável da restinga não teria problema. “Mas da forma que está sendo proposta com 16,4 metros de largura, com aterro e pedras, e a restinga plantada em cima, em vários pontos a faixa de areia ficará minúscula e inexistente, correndo o risco nas marés altas e com o tempo o mar ir lavando por baixo e derrubando, como já aconteceu no norte do Tabuleiro”, comentam.
O ministério Público de Santa Catarina já recebeu várias denúncias sobre o projeto da avenida. Como se trata de uma área de responsabilidade do ministério Público Federal (MPF), as denúncias foram enviadas para lá. Barra Velha está sob a jurisdição do MPF de Joinville.
A prefeitura de Barra Velha foi consultada pela reportagem, através de sua Assessoria de Imprensa, mas ainda não se manifestou sobre o assunto.
Fonte: Diarinho
Geral Caso Samarco: quase R$ 1 bilhão retirado de indenizações é devolvido
Geral Confirmadas 44 mortes por causa das chuvas em São Paulo
Geral São Sebastião: 7,5 toneladas de doações serão entregues a famílias Mín. 19° Máx. 22°

