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Penha, SC

Justiça Júri Popular

Homem é condenado a quase 11 anos de reclusão por tentativa de homicídio em Penha

Comarca de Penha realizou o primeiro júri popular desde implantação em agosto de 2022. O réu foi condenado a quase 11 anos de reclusão por tentativa de homicídio. O Promotor de Justiça Rene José Anderle representou o MPSC no Tribunal do Júri por meio da 2ª Promotoria de Justiça da comarca.

03/07/2024 às 12h38 Atualizada em 03/07/2024 às 13h03
Por: Carneiro News Fonte: MPSC
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O Promotor de Justiça Rene José Anderle representou o MPSC no Tribunal do Júri por meio da 2ª Promotoria de Justiça da comarca de Penha - Foto/MPSC
O Promotor de Justiça Rene José Anderle representou o MPSC no Tribunal do Júri por meio da 2ª Promotoria de Justiça da comarca de Penha - Foto/MPSC

03.07 - Pela primeira vez moradores de Penha formaram um Conselho de Sentença, no primeiro júri popular realizado na comarca após a implantação. Os sete jurados acolheram a tese do Promotor de Justiça Rene José Anderle para condenar o réu. Ele foi sentenciado por tentativa de homicídio qualificado como motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, razão pela qual recebeu a pena de 10 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado.  O julgamento ocorreu ontem (02). Ao réu, que já está preso, foi negado o direito de recorrer da sentença em liberdade.

O caso

Conforme a denúncia do MPSC, o crime ocorreu no dia 23 de agosto do ano passado, no bairro Santa Lídia, em Penha. Passava de 13h quando o condenado entrou na residência onde a vítima morava e aproveitou o momento em que o homem estava dormindo para desferir golpes de faca.

A vítima conseguiu escapar com a ajuda de sua mãe, que intercedeu na tentativa de homicídio. O réu fugiu do local, mas na sequência voltou a residência e teria ameaçado a mãe da vítima.

O réu foi preso na tarde do dia 23 de agosto de 2023, em uma ação das Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, na BR-101 em Araquari.

Motivação do crime

O autor das facadas tinha desavenças com a vítima, foi até sua residência na Rua José Manoel de Souza, em Santa Lídia, esfaqueou e fugiu em seguida sentido BR-101.

Na BR 101, já na em Araquari ele foi visto pelos policiais e abordado. Após busca no veículo que ele estava foi encontrada a arma do crime. O autor das facadas havia sido despejado da casa em que estava hospedado por falta de pagamento. Ele foi até ao local para atacar o proprietário, mas cometeu o crime contra o filho do proprietário do imóvel.

Na época a vítima foi atendida pelos Bombeiros Militares, levada ao Pronto Atendimento e imediatamente encaminhada ao Marieta Konder Bornhausen.

Momento histórico da Comarca de Penha

Esse também é um momento histórico para o Ministério Público catarinense. O Promotor de Justiça Rene José Anderle representou o MPSC no Tribunal do Júri por meio da 2ª Promotoria de Justiça da comarca, que foi instalada em 15 de fevereiro deste ano.

"Hoje é um momento histórico para a comarca, para a cidade que faz a sua primeira sessão plenária, e felizmente o Conselho de Sentença acolheu as teses ministeriais e com justiça condenou o acusado às penas do homicídio tentado, como duas qualificadoras. É uma mensagem que a comunidade de Penha recebe de que esses atos como os que foram a julgamento não serão tolerados", relata o Promotor de Justiça Rene José Anderle.

Atuação do MPSC em Penha

Penha foi elevada à categoria de comarca em agosto de 2022. Em novembro do mesmo ano, foi implantada a 1ª Promotoria de Justiça para atender a comunidade. Com o crescimento populacional do município, que segundo o Censo 2022 do IBGE aponta 33.663 habitantes, o que pode superar a marca de 200 mil pessoas na alta temporada de verão, o MPSC resolveu instalar em fevereiro de 2024 a 2ª Promotoria de Justiça, para ampliar os serviços à sociedade penhense. 

A 2ª Promotoria de Justiça de Penha tem atribuições nas áreas criminal comum; do Tribunal do Júri; da violência doméstica e familiar contra a mulher; nos efeitos relativos aos crimes contra criança e adolescente; no Juizado Especial Criminal; no controle da constitucionalidade; da ordem tributária; do controle externo da a atividade policial; da tutela difusa da segurança pública, da execução penal e da moralidade administrativa.  

"É um volume de trabalho bastante significativo, que vai ser enfrentado de uma forma muito mais adequada pelo Ministério Público catarinense", enfatizou o Procurador-Geral de Justiça, Fábio de Souza Trajano, à época da instalação.

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