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Justiça Crime da mala

Mãe e padrasto de Indaial, que mataram menina de 3 anos, vão a júri popular

Isabelly foi morta com agressões na cabeça porque não queria comer. Casal ainda tentou enganar a polícia, dizendo que a menina tinha sido sequestrada.

23/09/2024 às 08h53
Por: Carneiro News Fonte: ND+
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Menina Isabelly foi morta por não queria comer - Foto/Reprodução/Redes Sociais
Menina Isabelly foi morta por não queria comer - Foto/Reprodução/Redes Sociais

23.09 - O casal acusado de matar uma menina de três anos em Indaial irá a júri popular. A mãe e o padrasto de Isabelly de Freitas são denunciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. O assassinato foi em 4 de março de 2024, e a data do julgamento ainda não foi marcada.

A investigação concluiu que a mãe e o padrasto mataram Isabelly após agredi-la com golpes na cabeça. Eles usaram uma mala para transportar o corpo até uma cova rasa em uma área de mata fechada no bairro João Paulo II, em Indaial.

A acusação de comunicação falsa é porque o casal tentou simular que a menina tinha sido sequestrada. “Criaram uma cena de um veículo cinza que estaria no local. A polícia Civil localizou o veículo. Ninguém entrou no carro de aplicativo, que ficou de cinco a seis minutos no local e cancelou a corrida”, disse o delegado Filipe Martins na época.

Apesar da tentativa de despistar a polícia, a farsa foi descoberta rapidamente, e os dois foram presos dois dias depois do crime. Além do homicídio qualificado, o casal enfrenta agravantes pela morte ter sido cometida contra uma menor de 14 anos e por serem parentes da vítima.

O crime foi por volta das 11h na casa da família, no bairro Rio Morto. A mãe e o padrasto agrediram a menina até a morte porque ela não queria comer. Segundo o laudo pericial, as agressões causaram traumatismo cranioencefálico.

Ao perceber que Isabelly tinha morrido, o casal colocou o corpo da menina em uma mala e o escondeu na mata. No mesmo dia, eles acionaram a Polícia Militar, alegando que a criança havia desaparecido. Durante a investigação, os policiais encontraram vestígios de sangue em diversos cômodos da casa, como o quarto, sala, cozinha e banheiro.

O Ministério Público de Santa Catarina também solicitou medida protetiva para garantir a segurança do irmão de Isabelly, filho da mesma mãe.

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