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Balneário Piçarras: Justiça revela nome dos envolvidos na Operação da DEIC "Et pater filium"

Balneário Piçarras: Justiça revela nome dos envolvidos na Operação da DEIC "Et pater filium"

03/08/2020 às 12h43 Atualizada em 03/08/2020 às 15h43
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Foto: Reprodução
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03.08 - A Justiça revelou os nomes dos envolvidos na Operação Et pater filium, deflagrada na manhã de sexta-feira, 31 pelo MPSC e rendendo o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel de Balneário Piçarras. Os investigados são: Marcus Vinícius Brasil Severgnini (filho do prefeito de Major Vieira), Décio Pacheco (dono da Décio Pacheco e Cia), Décio Pacheco Júnior (dono da Derpa Usina de Asfalto Eireli) e o prefeito de Major Vieira, Orildo Antônio Severgnini (MDB).

O imóvel seria de propriedade de uma das empresas investigadas como integrante de uma possível organização criminosa voltada para a prática de crimes de fraudes a licitações e corrupção na cidade de Major Vieira. No cumprimento dos mandados, foram recolhidos documentos, cópias de processos licitatórios, dispositivos eletrônicos, cheques e R$ 321.916,05 em dinheiro nas casas do prefeito de Major Vieira e de seu filho.

Um dos mandados foi cumprido em um imóvel de Balneário Piçarras. Segundo o portal de notícias da região de Canoinhas, JMais, “a investigação apontou ainda que Marcus Vinícius teria se hospedado no imóvel da propriedade da empresa de Décio em Balneário Piçarras. Para o MPSC há indício claro de vínculo entre a empresa e o filho do prefeito a partir dessa informação comprovada durante a investigação.

A investigação demonstra uma ligação próxima entre empresários e funcionários públicos para supostamente direcionar as contratações públicas. Segundo os autos, no Estado do Paraná, durante as investigações foram interceptadas conversas entre os empresários Décio Pacheco, Décio Pacheco Júnior e Orildo e seu filho, Marcus Vinicius. As conversas indicariam a existência de uma associação voltada a definir, ilicitamente, licitatações na cidade de Major Vieira”.

À reportagem do JMais, Orildo alegou inocência. “Nunca peguei uma tampa de Coca-Cola de ninguém”, garantiu. “Estamos a disposição da Justiça e de cabeça erguida vamos responder todas as dúvidas. Quando eu provar minha inocência ninguém vai escrever uma linha do que foi falado hoje, mas vamos trabalhando, vida que segue”. Os demais investigados não foram localizados.

Foto e fonte: J Mais (Canoinhas)

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