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Justiça solta acusados de matar a empresária Cátia Regina Silva de São Francisco do Sul

Justiça solta acusados de matar a empresária Cátia Regina Silva de São Francisco do Sul

10/08/2020 às 11h51 Atualizada em 10/08/2020 às 14h51
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Foto: Reprodução
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10.08 - Uma decisão da Justiça de Araquari que soltou os acusados de matar, no fim de julho do ano passado, a empresária Cátia Regina Silva, causou revolta e perplexidade aos familiares.

Na sexta-feira (7), o juiz de Direito de Araquari, Daniel Radunz, revogou a prisão preventiva do acusado Odelir Medeiros, bem como a prisão domiciliar e medida cautelar impostas a Magali dos Santos.

Odelir estava preso na UPA de São Francisco do Sul. Magali e o marido Fabrício Cabral Woche foram apontados, no inquérito, como os mandantes do crime. Fabrício, no entanto, continua foragido. Ele teria sido ajudado pelo amigo Odelir na execução do crime.

Em seu despacho, o juiz sustenta que, passados quatro meses desde um despacho que concedeu prazo de dois dias para que fosse apresentado um laudo pericial, este ainda não foi feito. A perícia a que o magistrado se refere é no cartão de memória apreendido nos autos que conteria imagens extraídas da câmera de vigilância da casa de Magali.

O magistrado salientou, ainda, que a prisão cautelar já dura quase um ano e que não há justificativa para a demora na entrega da prova técnica, “ainda mais considerando que a apreensão da mídia referida se deu em agosto de 2019”. Os acusados, porém, serão obrigados a comparecer a todos os atos do processo que a forem intimados e terão de manter os endereços atualizados nos autos sob pena de nova prisão, determinou o juiz.

As advogadas Indiara Mesquita Marques e Sarita Henrique de Paiva, assistentes de acusação, vão se reunir agora com o Ministério Público, que ofereceu a denúncia contra os acusados Odelir, Magali e Fabrício, para analisar os próximos passos.

Relembre o caso

A empresária desapareceu na noite de 24 de julho de 2019 e a investigação aponta que ela foi rendida pelos acusados na BR-280. De acordo com o delegado Rafaello Ross, à época da conclusão do inquérito, os acusados simularam uma blitz policial.

“Abordaram a vítima, se passando por policiais federais e agentes da Receita Federal. Ela estava voltando de São Paulo com mercadorias que iria revender em São Francisco do Sul e parou, achando que era uma blitz. Neste momento, foi abordada e rendida pelos criminosos. Ela foi colocada no seu veículo, algemada, encapuzada, e seguiram rumo a São Francisco, onde o carro foi abandonado”, relembra o delegado.

Depois disso, de acordo com a polícia, Cátia foi levada para um local ermo em Araquari, onde foi encontrada morta com um tiro na cabeça e braços amarrados. O corpo foi jogado em um rio, mas ficou submerso e foi encontrado no dia seguinte. Ainda de acordo com a polícia, antes de incendiar o carro, os acusados furtaram a mercadoria que Cátia havia comprado e colocaram para revender na própria loja.

Fonte: ND+

 

 

 

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