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Esportes Racismo no futebol

Torcedor do Brusque é preso depois de chamar goleiro do Criciúma de macaco

Caíque denunciou racismo no estádio Augusto Bauer. Polícia militar identificou o torcedor denunciado por Caíque. O goleiro registrou boletim de ocorrência.

10/02/2025 às 08h37
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

10.02 - Um torcedor do Brusque foi preso acusado pelo goleiro Caíque, do Criciúma, de racismo após a partida entre os dois clubes na noite de sábado, no estádio Augusto Bauer, pelo Campeonato Catarinense. Segundo Caíque, o torcedor o chamou de “macaco”. Ele foi identificado e preso pela polícia militar ainda no estádio e levado para a delegacia. O goleiro também foi até o local para registrar o boletim de ocorrência.

“Eu aceito a provocação, me chamar de frangueiro, beleza. Agora me chamar de macaco, eu não aceito. Eu tenho orgulho de ser preto”, declarou Caíque após a partida, que terminou empatada em 1 a 1.

Em nota oficial, o Criciúma repudiou o caso de racismo. “O lamentável episódio, protagonizado por um torcedor adversário, fere não apenas os valores do esporte, mas também os princípios básicos de respeito e dignidade humana. Ressaltamos que o autor da ofensa foi devidamente identificado e detido pela Polícia Militar, reforçando a necessidade de punições exemplares para que casos como esse não voltem a se repetir nos estádios de futebol ou em qualquer outro espaço da sociedade”, diz a nota.

O clube também lamentou outras ameaçadas sofridas pela equipe no estádio do Brusque, o que chamou de “situação de vulnerabilidade à qual a delegação foi exposta”.

Mais um caso

Esta não é a primeira vez que um caso de racismo acontece em uma partida do Brusque. Em 2021, o presidente do Conselho Deliberativo do clube foi acusado de discriminação racial contra o jogador Celsinho, do Londrina, ao se referir ao seu cabelo como “cachopa de abelha”.

O clube chegou a perder três pontos na classificação da Série B do Brasileiro daquele ano, mas depois recuperou a pontuação em recurso no STJD. O dirigente foi punido com 360 dias de afastamento dos estádios e multa de R$ 30 mil. Ainda no período de pandemia, a partida não tinha torcida e apenas diretores dos clubes podiam assistir aos jogos das arquibancadas.

 

 

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