
06.03 - O Avaí passou! Foi um clássico nos detalhes, nos pênaltis, com altos e baixos, mas o time de Enderson Moreira conseguiu superar as dificuldades e eliminou o Figueirense para manter vivas as chances do 19º título Catarinense de sua história.
Mas o jogo teve heróis e vilões que fizeram o roteiro da classificação do Avaí e da eliminação do Figueirense. Do lado do Avaí, tudo começa pelo goleiro César. Muito inseguro nas saídas de gol, o camisa 31 comprometeu nos 90 minutos. César falhou no gol do Figueirense. Mas o mesmo César abriu as cobranças de pênalti fazendo a defesa e se tornando um dos heróis.
Ainda no Avaí, Alef Manga se candidatou a herói com o gol que abriu o placar na Ressacada, mas virou vilão ao perder no pênalti do jogo a chance dos 2 x 0 e de encaminhar uma classificação mais tranquila. E ainda teve Enderson Moreira, que, desta vez, surpreendeu e foi muito bem na montagem do time, mas por pouco não jogou tudo fora quando colocou Vagner Love no final pra correr atrás do lateral e do atacante adversário que estava desequilibrando, Felipe Augusto. O Figueirense empatou por ali e por pouco não virou.
No Figueirense tudo começa com Fabrício e a defesa do pênalti de Alef Manga nos 90 minutos, que manteve o time vivo na disputa. O mesmo Fabrício que não chegou a se transformar de herói em vilão, mas passou em branco nas disputas finais das penalidades.
A história de vilões e heróis do Figueirense no clássico passa também pela grande novidade, que foi a entrada de Felipe Augusto. O atacante mudou o jogo, empatou a disputa e por pouco não virou a partida para o Figueirense. Ele foi o maior candidato a herói alvinegro. Foi o melhor do jogo. Mostrou futebol de qualidade e agressividade.
E a lista de heróis e vilões termina com Thiago Carvalho, que fez uma escalação com cara de invenção e os dois laterais Samuel e Leonan – o que não funcionou. Mas Thiago Carvalho corrigiu o time com as entradas de Breno e Felipe Augusto no segundo tempo. O Figueirense voltou a estar equilibrado e por pouco não virou a partida. Escalou mal e mexeu bem. Começou vilão e quase foi heroico.
Foi uma disputa que mostrou dois times com medo da eliminação na primeira etapa. Nenhum dos dois times jogos nos 45 minutos iniciais. O primeiro tempo foi fraco e de erros. A atitude foi outra na segunda etapa, com Avaí e Figueirense alternando seus momentos. O Avaí saiu vivo e segue para as semifinais, mas ainda se mostra um time instável. O Figueirense agora precisa focar em evolução do grupo e do time para a Série C.

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