
28.03 - Uma câmera escondida que filmava mulheres dentro do banheiro de uma lanchonete de Joinville, foi descoberta ontem (27). Uma mulher, que atua como ativista contra a violência infantil, foi usar o banheiro do local quando notou algo estranho na lixeira. Neste momento, ela encontrou um celular escondido em uma espécie de “bolsinho” feito no saco de lixo, ao lado do vaso sanitário.
O caso gerou revolta na ativista Bruna Florduardo, que filmou a situação e chamou a Polícia Militar. “Eu estou tremendo, não consigo nem segurar a câmera. Algo muito sério aconteceu comigo agora. Aqui está o lixo do banheiro, eu olhei e vi uma coisa estranha aqui. Olha, gente, um celular disfarçado. Não consigo parar de tremer. Um celular virado para quem está no vaso sanitário, quem tira a roupa, grava tudo”, diz Bruna no vídeo publicado nas redes sociais.
Bruna informou na publicação e também à PM que foi usar o banheiro do estabelecimento quando um funcionário do comércio pediu para ir primeiro. Após a saída dele, ela notou que a lixeira estava mexida e, ao se aproximar, encontrou um celular apontado para o vaso sanitário, o qual estava gravando.
Conforme a PM, o funcionário, um homem de 26 anos, assumiu ter colocado o celular para fazer imagens das mulheres e disse que a intenção era gravar para seu uso pessoal e “satisfazer seu fetiche”, escreveu a guarnição no boletim de ocorrência.
O homem disponibilizou de forma voluntária a senha do seu celular para os policiais verificarem as imagens do vídeo e, de fato, as gravações foram confirmadas. Também foram encontradas no aparelho gravações de outras mulheres em datas anteriores. A polícia também destacou na ocorrência que a lanchonete fica na frente de uma escola, mas não informou se havia imagens de adolescentes no celular.
Os policiais deram voz de prisão ao suspeito, que foi levado até a Delegacia de Polícia. Segundo a PM, o celular utilizado na prática criminosa foi apreendido para realização de perícia e possível identificação de mais vítimas.
A Polícia Civil informou que, posteriormente, foi lavrado um termo circunstanciado pela PM e o homem foi liberado. Conforme a Polícia Civil, um inquérito sobre o caso poderá ser aberto caso o Tribunal de Justiça solicite ou se for identificado um crime mais grave.






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