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Vacina: Butantan vai disponibilizar a CoronaVac até dezembro

Vacina: Butantan vai disponibilizar a CoronaVac até dezembro

14/09/2020 às 12h55 Atualizada em 14/09/2020 às 15h55
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Foto: Reprodução
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14.09 - Em entrevista exclusiva ao Canal Livre de ontem, 13, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que a CoronaVac - da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech - estará disponível até dezembro deste ano, no total de 46 milhões de doses.

"Ficamos aguardando a regulamentação e autorização da nossa Anvisa apenas para que ela possa ser usada, algo que temos esperança que aconteça muito rapidamente", pontuou. "A partir daí, o Ministério da Saúde poderá incorporar a vacina no programa nacional de imunização que distribui todas as vacinas para o Brasil".

Dimas acrescentou ainda que a CoronaVac é a mais avançada nesse momento; feita com o vírus inativado, registrou sintomas leves de reação e produziu imunização contra o coronavírus.

O diretor do Butantan explicou que o tempo é relativo desde que as normas de segurança sejam seguidas. "Existe a introdução de algumas vacinas de forma rápida; estamos aí com a vacina da Rússia, introduzida de forma surpreendente", exemplificou .

"Mas o que importa é que o estudo clínico seja desenhado de acordo com as normas éticas aceitas internacionalmente e que produzam resultado de acordo com essas normas (...) acredito que todas as produtoras de vacina vão obedecer isso".

Vacina de Oxford 

O programa também recebeu o infectologista Esper Kallás, que falou sobre a vacina de Oxford, cujos testes foram suspensos e já retomados após uma reação adversa em um dos voluntários. Kallás afirmou que esse procedimento é comum.

"Acontece com a grande esmagadora maioria dos produtos", ressaltou. "É uma salvaguarda para evitar que se leve adiante alguma coisa que possa ter sido causada pela vacina ou, se não tiver relação, que não pare um estudo que é tão importante".

O infectologista pontuou ainda que, respeitando a segurança dos pacientes e o rigor científico da análise dos resultados, todo o resto pode ser apressado para que se ganhe tempo. "Mas dá para prever nada, porque é preciso passar por essas etapas", acrescentou.

Kallás também comentou sobre o embate político a respeito das vacinas. Segundo ele, essas divergências não afetaram a comunidade científica. "O inimigo comum é o vírus, tanto faz se a vacina é de um ou de outro".

Sobre o movimento contra as vacinas, que tem crescido mundialmente, ele fez um alerta: "Quando a pessoa fala 'não quero me vacinas, em casos de doenças altamente contagiosas, ele não se coloca individualmente em risco, mas também quem está ao seu lado e ainda não recebeu a vacina".

Fonte: Uol

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