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Crueldade: Matou a ex com carne envenenada e bebê se contaminou na amamentação

Crueldade: Matou a ex com carne envenenada e bebê se contaminou na amamentação

23/09/2020 às 16h11 Atualizada em 23/09/2020 às 19h11
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Foto: Reprodução
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23.09 - A polícia Civil de Itapema desvendou detalhes do cruel feminicídio de Josiéli Lopes, 36 anos, e do filho, um bebê de um mês. Mãe e filho estavam sendo procurados desde quarta-feira da semana passada, quando supostamente Josi teria desaparecido de casa. Só que na verdade, Josi e o bebê foram envenenados pelo pai da criança.

Segundo o delegado Diogo Medeiros, o crime foi premeditado. Na terça-feira da semana passada, o assassino cozinhou uma carne para esposa e colocou veneno no alimento. A esposa comeu a carne envenenada e amamentou a criança.

Josi começou a passar mal e o marido disse que a levaria para o hospital. “Ela foi voluntariamente para o carro, achando que ia para o hospital. Dentro de uma hora, a mulher desfaleceu e o bebê também”, explica a polícia.

O marido dirigiu por cerca de três horas até chegar em Rio dos Cedros, onde os corpos foram enterrados em uma cova rasa. A escolha por enterrar os corpos em Rio dos Cedros ocorreu porque ele já morou lá e conhece a região que têm propriedades com poucos moradores.

Após cometer os crimes, o assassino ainda usou o WhatsApp de Josi para enviar falsas mensagens aos familiares e tentar mascarar o desaparecimento. “Inclusive estaria mandando mensagens do celular da vítima para tentar enganar os familiares que estavam a sua procura”, explicou. Ele também bloqueou os parentes as redes sociais e do aplicativo de mensagens dela.

O delegado Diogo já tinha pedido a prisão temporária do suspeito. Ele foi preso e confessou os assassinatos. O assassino levou a polícia até o local onde enterrou os corpos. Para o delegado, ele não demonstrou arrependimento.

O assassinato teria sido motivado por ciúmes. A vítima queria se separar e ele não aceitava o fim do relacionamento. Pra polícia, ele disse que Josi estaria se relacionando com outra pessoa, mas até isso seria mentira.

O delegado espera o laudo do Instituto Geral de Perícia (IGP) para saber o veneno utilizado e o horário da morte da mãe e filho.

O acusado foi preso e vai responder pelo feminicídio da esposa, homicídio do filho e ocultação de cadáver.

Josi era funcionária de um supermercado da cidade, mas estava afastada por licença maternidade. O marido trabalhava com reciclagem de materiais.

Fonte: Diarinho

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