Sexta, 25 de Setembro de 2026
19°

Parcialmente nublado

Penha, SC

Justiça Juri popular

Policiais saíram do quartel para matar e depois voltaram pra trabalhar

Justiça decide que PMs envolvidos em assassinatos vão ao tribunal de júri. Policiais militares serão julgados por duplo assassinato e cinco tentativas de morte.

17/06/2025 às 13h35
Por: Carneiro News
Compartilhe:
Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

17.06 - A Vara Criminal de Navegantes decidiu levar a júri popular dois policiais militares e o cunhado de um deles, acusados do brutal assassinato de dois homens na Empório FG Conveniência, que fica na rua Orlando Ferreira, no bairro Machados, em 29 de dezembro de 2023. O crime foi registrado pelas câmeras de monitoramento e chocou pela violência e frieza com que as vítimas foram executadas.

Os três envolvidos tiveram a prisão preventiva decretada em fevereiro de 2024 e estão presos. Irão a julgamento os PMs Paulo Miranda de Oliveira e Juliano Corrêa dos Santos, além de Danilo Ferreira Aguiar, que é cunhado de Paulo. Eles respondem por duplo homicídio e cinco tentativas de homicídio. A decisão foi publicada em 29 de maio deste ano.

Saíram do serviço para matar

As vítimas, Alexandre Hardt das Virgens e Antônio de Jesus Borges Saldanha, foram executadas na última sexta-feira do ano de 2023. As imagens mostraram dois encapuzados chegando em um carro preto às 2h21. Um homem foi morto dentro da conveniência, enquanto o outro foi executado do lado de fora. Outras cinco pessoas quase foram atingidas pelos disparos.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Juliano e Paulo estavam de serviço no 25º Batalhão da Polícia Militar de Navegantes na noite do crime. Eles deixaram a viatura oficial, um Hyundai Creta, estacionada na SC 414, no bairro Escalvados, para embarcar no Celta de Danilo, cometer os assassinatos e retornar ao serviço depois do banho de sangue.

Conforme a investigação, Juliano e Paulo estavam no banco da frente do Celta que parou em frente à conveniência. Juliano desceu do banco traseiro e efetuou diversos disparos, atingindo Alexandre com três tiros. Outros disparos quase acertaram as demais vítimas.

Em seguida, Paulo saiu do carro e fez oito disparos contra Antônio, além de atirar novamente em Alexandre e em direção a outras pessoas. A motivação dos crimes teria sido fútil, em represália ao dono da conveniência, que teria denunciado abusos de autoridade praticados pelos próprios policiais.

O escritório de advocacia do advogado criminalista Matheus Menna, que faz a defesa dos acusados, disse que irá se manifestar somente nos autos do processo porque o caso corre em segredo de justiça.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.