
18.07 - A Polícia Civil prorrogou por mais 30 dias o inquérito que investiga a morte dos corretores de imóveis de Balneário Piçarras Thiago Adolfo e Deyvid Leitte, no dia 1º de julho. O crime é investigado como duplo homicídio qualificado por motivo fútil. O suspeito segue preso preventivamente.
Conforme a delegada da Polícia Civil Beatriz Ribas, que conduz esta investigação do crime que ocorreu em uma imobiliária da cidade, a decisão foi tomada para aguardar a extração do conteúdo dos celulares pela perícia.
Relembre a morte de corretores em Balneário Piçarras
Dois corretores de imóveis foram assassinados a tiros no Centro de Balneário Piçarras. A morte de corretores ocorreu na tarde da última terça-feira, 1º de julho, e as vítimas foram encontradas mortas numa imobiliária.
Quem são as vítimas?
As vítimas foram identificadas como Thiago Adolfo e Deyvid Luiz Leitte. Thiago era empresário no ramo imobiliário, sendo o proprietário da Ibiza Imóveis, uma imobiliária localizada no Centro de Balneário Piçarras. Sua empresa atuava em diversas cidades catarinenses.
Thiago tinha 7 anos de experiência no mercado imobiliário e era especialista em investimentos na área. Ele era natural de Umuarama, no Paraná, onde seu corpo foi sepultado.
Deyvid Luiz Leitte, além de corretor de imóveis, era cantor sertanejo e integrava a dupla “Davi e Daniel”. Ele também atuou como servidor público no Município de Garuva, exercendo os cargos de diretor de Saneamento Ambiental e diretor de Desenvolvimento Econômico.
Quem é o suspeito e como foi sua prisão?
O suspeito do duplo homicídio é Ralf Manke, que também é ex-militar e corretor de imóveis. Após o crime, Ralf teria fugido do local. No entanto, ele entrou em contato com um policial militar conhecido, a quem relatou o que teria feito e foi orientado a se entregar.
Manke foi preso em flagrante em um posto de combustíveis. Durante a abordagem, a Polícia Militar encontrou uma pistola calibre 9mm no interior de seu carro, um Audi azul, além de manchas de sangue em suas roupas. No local, ele teria confessado o crime e entregado a arma utilizada.
Qual a principal motivação da morte dos corretores em SC?
De acordo com a delegada de Polícia Civil, Beatriz Ribas Dias dos Reis, a principal motivação para a morte dos corretores seria uma dívida financeira no valor de R$ 25 mil.
A dívida estaria ligada à venda de parte da sociedade da imobiliária do próprio suspeito, Ralf Manke. A negociação total da sociedade teria sido de R$ 300 mil, com R$ 150 mil para cada comprador. Uma das parcelas, especificamente a de R$ 25 mil, estaria em atraso, o que teria levado ao encontro entre eles e, possivelmente, ao conflito que resultou nas mortes.
Manke foi preso em flagrante em um posto de combustíveis. Durante a abordagem, a Polícia Militar encontrou uma pistola calibre 9mm no interior de seu carro, um Audi azul, além de manchas de sangue em suas roupas. No local, ele teria confessado o crime e entregado a arma utilizada.
O que a defesa do suspeito alega?
A defesa de Ralf Manke, o suspeito, alega que ele agiu em legítima defesa. Segundo o advogado, Ralf e Thiago se conheciam por uma relação profissional de cerca de três meses, na qual Thiago intermediou a venda da imobiliária do suspeito.
A defesa argumenta que um dos compradores, Deyvid Luiz Leitte, estava inadimplente com uma parte do valor do contrato. Alega-se que Thiago, Deyvid e uma terceira pessoa teriam tentado atrair Ralf para fora da cidade para ameaçá-lo, com mensagens e áudios que comprovariam isso.
No dia do crime, segundo o advogado, Ralf teria sido chamado à sua antiga imobiliária e, no local, teria sido surpreendido, em desvantagem numérica, e teria tido sua integridade física e de sua família ameaçada.
Ele declarou à polícia que se sentiu coagido e ameaçado, acreditando que os corretores poderiam estar armados devido às jaquetas que vestiam e à forma supostamente hostil com que se aproximaram, o que o levou a atirar.
O que a polícia diz sobre a alegação de legítima defesa e o histórico do suspeito?
A delegada Beatriz contesta a versão de legítima defesa apresentada por Ralf Manke. Ela afirma que nenhuma arma foi encontrada com os corretores. Em suas palavras, “A motivação apresentada não se sustenta. Nenhuma das vítimas estava armada”.


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