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Policial Homofobia

Comunicador sofre agressão homofóbica na praia Central em Balneário Piçarras

Profissional de marketing foi agredido e arranhado no rosto por mulher e acredita que ataque tenha também motivação política. Segundo a vítima, mulher o chamava de ‘viado de bosta’ antes e durante a agressão física na beira-mar.

27/10/2026 às 18h46
Por: Carneiro News Fonte: Juvan de Souza Neto/Diarinho
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

Um profissional da área de marketing digital - ou social media, como também é chamado - foi agredido na noite de ontem, na orla de Balneário Piçarras, e denuncia ter sido vítima de homofobia. Ele levou golpes e sofreu arranhões no rosto após ser atacado por uma mulher desconhecida na avenida José Temístocles de Macedo, a beira-mar, por volta das 22h, na praia central, onde estava acompanhado de um amigo.

“Nós jantamos em Balneário Piçarras, deixamos o restaurante e fomos para a praia. Quando estávamos saindo, eu fui pegar o meu carro, essa mulher surgiu do nada, com insultos homofóbicos. Me chamou de viado de bosta, veio para cima e me agrediu no rosto”, contou o comunicador, que pediu para não ser identificado.

“Ela ainda perguntou porque eu estava ‘agarrado na praia’ e questionou o que os filhos iriam pensar se vissem a cena. Estávamos apenas juntos e ele inclusive saiu antes de mim, não viu a cena da agressão. Eu fiquei paralisado”, relatou.

Segundo o profissional, duas jovens presenciaram a violência e conseguiram intervir. “Duas moças testemunharam a cena, vieram em minha direção, e interviram. Ela já estava me agredindo quando as moças puxaram”, reforçou.

 

 

Morador de Barra Velha, o social media acredita que só não sofreu ferimentos mais graves porque as testemunhas conseguiram afastar a agressora. “Ela era loira e alta, mas eu não a identifiquei”, continuou.

A vítima pretende registrar um boletim de ocorrência nesta terça-feira, na Polícia Civil de Barra Velha, e solicitar imagens de câmeras de segurança da região. Também fará exame de corpo de delito por causa dos ferimentos no rosto.

Além da homofobia, o comunicador acredita que a agressão possa ter motivação política. Segundo ele repassou ao DIARINHO, a mulher tinha adesivos de Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à presidência da República, no carro.

“Eu nunca imaginei passar por isso. Além do ataque homofóbico, há a questão política”, reforçou.

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Barra Velha, professora Elizabete Tamanini, informou que colocou a assessoria jurídica do partido à disposição do comunicador. Na avaliação da dirigente, o episódio apresenta características de crime de ódio político e homofobia.

“Entrei em contato com nossa assessoria jurídica e também com o advogado dos Direitos Humanos de Joinville. Não vamos permitir nenhum tipo de violência contra nossas vidas”, comentou Elizabete.

 

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