
19.08 - Nos últimos dias, quem passou pela praia de Balneário Piçarras, pode ter se deparado com cenas tristes: vários corpos de pinguins pela faixa de areia e boiando nas águas do mar foram avistados.
Equipes da Univali – Unidade Penha, instituição executora do Trecho 4 do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos), recolheram mais de 100 indivíduos ontem (18), da espécie pinguins-de-magalhães (Spheniscus magelanicus) encalhados, já sem vida.
O PMP-BS explicou o motivo do elevado número de mortes. “A ocorrência da espécie é comum no litoral de SC neste período do ano e a elevada mortalidade também é um fenômeno comum que faz parte do processo seletivo da espécie”.
Segundo a nota do PMP-BS, as mortes estão relacionadas ao evento migratório (entre maio e outubro), onde há um elevado gasto energético e os indivíduos acabam debilitados e sujeitos a outros tipos de infecção. Muitos deles encalham mortos e alguns vivos, mas em estado crítico, e infelizmente alguns não sobrevivem.
“Isso ocorre principalmente com os juvenis ainda inexperientes. No entanto, as mudanças climáticas e atividades humanas como a poluição e a pesca podem agravar essa situação”, salienta.
Apenas em 2025, no Trecho 4 do PMP-BS (entre Barra Velha e Governador Celso Ramos), já foram registrados 530 animais, 486 mortos e 44 com vida.
Ainda de acordo com a nota enviada pelo projeto, os números ainda devem aumentar ao longo da temporada migratória e, quando comparado aos anos anteriores, os dados de encalhes de pinguins ainda estão dentro da normalidade.
O PMP-BS/Univali reforça algumas orientações à população caso encontrem aves debilitadas ou mortas nas praias.
O que não fazer:
Não se aproxime desnecessariamente – A aproximação humana causa estresse e pode comprometer o estado de saúde do animal;
Não toque, nem faça “carinho” – Pinguins são animais silvestres e não estão acostumados com contato humano;
Não devolva o animal ao mar – Se ele encalhou, há sinais clínicos de debilidade;
Não tente alimentá-lo;
Não o coloque na geladeira – Apesar do mito, o pinguim-de-Magalhães não vive no gelo. Eles habitam regiões subantárticas e não suportam baixas temperaturas extremas.
O que fazer:
Acione a equipe do PMP-BS pelo telefone 0800 642 3341 (atendimento das 8h30 às 17h30).
Se possível, coloque o animal em uma caixa de papelão forrada com um pano seco, sem molhar. Pinguins são animais de sangue quente e muitos chegam hipotérmicos.
Envie uma foto e localização via WhatsApp: (47) 99214-0960.
A equipe da Unidade de Estabilização está localizada em Penha, e o tempo de resposta depende da logística de deslocamento e das condições de trânsito. Por isso, o apoio da população no primeiro contato com o animal é fundamental.
A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.
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