
20.08 - A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu dois suspeitos de envolvimento no assassinato do empresário Leonardo Siemann, ocorrido no dia 3 de fevereiro deste ano em Balneário Camboriú. A operação foi deflagrada na tarde de ontem (19) pela DIC (Delegacia de Investigação Criminal) e contou com apoio da Polícia Civil de Alagoas.
O crime aconteceu quando a vítima, de 36 anos, saía de uma academia localizada na Quinta Avenida, esquina com a Rua Biguaçu, no bairro Municípios. Leonardo foi atingido por 18 disparos de arma de fogo em um ataque que durou apenas 20 segundos. O assassino fugiu logo após os tiros e estava foragido desde então.
De acordo com as investigações, a execução teria sido motivada por dívidas ligadas a negócios ilícitos entre a vítima e um homem de 49 anos, apontado como integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e identificado como o mandante do homicídio. Além dele, um segundo suspeito, de 30 anos, teria providenciado os veículos utilizados no crime.
A Polícia Civil informou que, além da suspeita de envolvimento no assassinato, o mandante tinha um mandado de prisão em aberto em Alagoas por tráfico de drogas e organização criminosa.
Durante a ação policial, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades de Camboriú (SC), Balneário Camboriú (SC), Balneário Piçarras (SC) e Taboão da Serra (SP). Um terceiro homem, que estava com um dos suspeitos, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
A vítima, natural de Santa Catarina, era proprietária de uma revendedora de carros em Itajaí e deixou esposa e uma filha pequena.
Relembre o caso
Por volta das 19h, Siemann, vestindo uma roupa preta e usando boné, deixava o estabelecimento e se dirigia a seu carro, uma Porsche 911 Carrera 4 GTS (valorizada em mais de R$ 1 milhão), quando foi surpreendido pelo atirador. Câmeras de segurança registraram o criminoso esperando do lado de fora enquanto a vítima se exercitava. A execução ocorreu em um ponto cego da câmera, impossibilitando a captação exata do momento dos disparos
Segundo laudo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o empresário foi atingido por: três tiros na cabeça; três no pescoço; três no pescoço lateral direito; seis no tórax superior e lateral esquerdo; três no tórax lateral direito.
A polícia descartou latrocínio (roubo seguido de morte), já que Siemann portava dólares e reais em espécie, além de correntes e anéis de ouro, que não foram levados. Apesar do histórico limpo do empresário – sem passagens policiais – a precisão dos disparos reforçaram a tese de acerto de contas, conforme indicou a Polícia Militar na época.
Imagens divulgadas nas redes sociais e confirmadas pela PM mostram o criminoso fugindo em uma moto, acompanhado por um Renault Sandero cinza que serviu como veículo de apoio. Testemunhas relataram pânico no local, com corre-corre e gritos após os disparos.
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