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Policial Abuso sexual

Preso capoeirista acusado de abuso sexual contra duas meninas em Balneário Piçarras

Ele era servidor da prefeitura, mas foi exonerado em outubro. Polícia Civil suspeita que mais menores foram abusadas e pede por informações da comunidade.

04/11/2025 às 09h46
Por: Carneiro News Fonte: Juvan de Souza Neto/Diarinho
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Foto/Ilustrativa
Foto/Ilustrativa

A Polícia Civil de Balneário Piçarras prendeu, na tarde de ontem, o capoeirista e ex-servidor da secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel). Ele é acusado de abusar sexualmente de duas adolescentes, de 13 e 15 anos. A prisão foi no bairro Nossa Senhora da Paz, como resultado de investigação iniciada há cerca de um mês, após denúncias de familiares das vítimas.

De acordo com as apurações, o homem – que atuava como professor de capoeira nas escolinhas municipais – teria levado as meninas a motéis em troca de dinheiro e presentes. As famílias relataram ainda que ele gravava encontros e mantinha comportamento suspeito com outras alunas. Vídeos e provas foram encaminhados ao Ministério Público, que acompanha o caso e deve oferecer denúncia formal nos próximos dias.

Entre setembro e outubro deste ano, quando começaram a vazar as primeiras suspeitas dos abusos, falou-se nos bastidores que o servidor teria sido “protegido” por partidos políticos da cidade, que insistiam em mantê-lo na sua função – fato não comprovado, segundo apurou a reportagem do Diarinho. Na ocasião, entidades ligadas à capoeira na região e no estado lançaram nota de repúdio à conduta de e afirmaram que ele não tinha mais representatividade junto às federações da modalidade.

Em outubro, a prefeitura determinou a exoneração do servidor, classificando a conduta como “supostamente inadequada”. Em nota, o município afirmou que repudia qualquer forma de violência e reforçou “compromisso com a Justiça, a transparência e a proteção das vítimas”, além de destacar que vem colaborando com as autoridades policiais e judiciais.

O suspeito – que já teria passagens anteriores pela polícia – permanece agora à disposição da Justiça, no presídio da Canhanduba, em Itajaí, e o caso segue sob investigação da delegacia de Balneário Piçarras, que apura se há outras possíveis vítimas envolvidas. A Polícia Civil pede que qualquer pessoa que tenha informações ou relatos semelhantes procure a delegacia ou o canal de denúncias, garantindo o sigilo da identidade dos denunciantes.

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