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Policial Confronto Fatal

Quem era ‘Tio Sam’, suspeito de matar jovens mineiros e que foi morto durante confronto em Navegantes

Apontado como um dos executores da maior facção de SC, Antônio Anderson possuía histórico de dez anos de prisão e era investigado por mortes de jovens mineiros e sequestros.

17/01/2026 às 16h00
Por: Carneiro News
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Tio Sam é apontado como um dos executores da maior facção de SC/ Foto/NDMais
Tio Sam é apontado como um dos executores da maior facção de SC/ Foto/NDMais

Antônio Anderson da Silva de Oliveira, de 30 anos, morreu em uma operação da PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) em Navegantes, no Litoral Norte, na manhã de ontem (16). Natural de São José, na Grande Florianópolis, ele acumulava um extenso histórico de passagens pela Justiça catarinense.

Conhecido pelo apelido de “Tio Sam”, o criminoso possuía dois mandados de prisão em aberto e era investigado por crimes graves registrados nos últimos meses na Grande Florianópolis. Entre os casos, destaca-se a suspeita de envolvimento na morte de quatro jovens mineiros e no sequestro de um trio de amigos paulistas.

Segundo a Polícia Civil, Oliveira atuava a mando da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense). Ele era apontado como um dos responsáveis por sequestros e homicídios ordenados pela organização.

Com condenações por assassinato e tráfico de drogas, ele já havia cumprido quase dez anos de reclusão. “Tratava-se de um criminoso de alta periculosidade, com diversas condenações e um longo histórico prisional, que ainda tentou investir contra os policiais durante a abordagem”, afirmou o delegado Anselmo Cruz, da DRAS/DEIC.

Ao ND Mais, o delegado revelou que o suspeito já havia escapado de cercos anteriores, como um ocorrido no início de janeiro em São José. Na ocasião, a PMSC realizou uma perseguição em via pública para cumprir um mandado de prisão referente a um homicídio cometido em Biguaçu, em julho de 2025.

Detalhes da operação contra ‘Tio Sam’

O foragido morreu após entrar em confronto com a Polícia Civil durante a ação no Litoral Norte. A operação foi coordenada por agentes da DRAS/DEIC (Delegacia de Roubos e Antissequestro), contando com o apoio operacional da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Itajaí.

A PCSC utilizou um drone como recurso estratégico para monitorar o perímetro e impedir qualquer tentativa de fuga de “Tio Sam” em Navegantes.

O delegado Anselmo Cruz explicou que o perfil violento do alvo exigiu o emprego de técnicas operacionais rigorosas. “Há protocolos específicos para operações contra criminosos com este histórico, o que requer uma cautela e precisão ainda maiores das equipes”, ressaltou o responsável pela unidade.

A operação mobilizou 17 policiais no bairro São Paulo, em uma residência pertencente a familiares do investigado. Além do confronto que resultou no óbito do suspeito, os agentes cumpriram um mandado de busca no local.

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