Sexta, 25 de Setembro de 2026
19°

Tempo limpo

Penha, SC

Geral Dolorosa caminhada

Balneário Piçarras e Penha pedem “Justiça por Daiane”

Familiares, amigos, lideranças comunitárias e ativistas percorreram o trajeto entre a praia Alegre, em Penha, até o Centro de Balneário Piçarras, em homenagem à memória de Daiane Simão da Costa, de 33 anos, assassinada a tiros no último dia 17.

25/01/2026 às 19h48 Atualizada em 25/01/2026 às 19h58
Por: Carneiro News Fonte: Juvan de Souza Neto
Compartilhe:
Foto/Juvan de Souza Neto
Foto/Juvan de Souza Neto
 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Carneiro News (@carneiro_news)

Uma caminhada marcada pela dor, mas também pelo clamor por justiça, reuniu dezenas de pessoas na manhã deste domingo (25), no Litoral Norte de Santa Catarina. Familiares, amigos, lideranças comunitárias e ativistas percorreram o trajeto entre a praia Alegre, em Penha, até o Centro de Balneário Piçarras, em homenagem à memória de Daiane Simão da Costa, de 33 anos, assassinada a tiros no último dia 17.

O crime, que chocou o Estado, ocorreu em frente à base da Polícia Militar. O autor foi Almir de Sena Soares, de 42 anos, marido da vítima, que havia sido liberado do presídio da Canhanduba, em Itajaí, três dias antes. Após cercar e matar Daiane, ele tirou a própria vida.

Participantes de Balneário Piçarras, Penha, Barra Velha e Itajaí levaram cartazes pedindo mais proteção às mulheres. Um dos atos simbólicos foi a exposição de calçados representando vítimas de violência em Santa Catarina, instalada inicialmente na praça Lauro Zimmermann, em Penha, e depois em frente à unidade policial de Balneário Piçarras, na rua Albano Schultz.

A mãe de Daiane e outros familiares estiveram presentes, visivelmente emocionados, agradecendo o apoio recebido. O ato foi organizado pelo Coletivo Mulheres do Brasil em Ação (CMBA). A ativista Regina dos Santos cobrou mais estrutura e políticas públicas de proteção às mulheres no município, ressaltando que o coletivo deixou de atuar na cidade há cerca de um ano.

Penha foi representada por oito vereadores, incluindo a única mulher da Câmara, Manu Rodrigues (PP). Também participaram entidades como o Instituto Araxá, de Itapema, e o MOVI – Movimento Mulheres que Inspiram, de Barra Velha e Balneário Piçarras, ambos voltados à defesa dos direitos humanos.

A professora Betinha Tamanini, do MOVI, defendeu como urgente a criação dos conselhos municipais dos direitos da mulher nas duas cidades. A exposição foi trazida de Florianópolis pela vereadora Ingrid Sateré Mawé (PSOL), primeira indígena eleita no Estado, que criticou a ausência de ações do governo catarinense no enfrentamento ao feminicídio. A deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos) também participou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.