
O mesmo homem que invadiu o plenário da Câmara de Balneário Piçarras em 9 de dezembro do ano passado, munido de arma branca, voltou ao parlamento para fazer novas ameaças, e entrou normalmente na Casa de Leis na noite de segunda-feira, dia 28. Não identificado, o suspeito acabou retirado do local pela polícia Militar, chamada pela mesa diretora do Legislativo para conter a situação.
O cidadão – usando roupa em estilo camuflado do Exército – chegou a entrar com uma mochila em plenário, e começou a novamente causar confusão, como fez no final do ano passado. Falando em questões de “igualdade”, ele aparentemente citou um dos bairros da cidade – a comunidade de Lagoa – e alegou que voltaria mais vezes, “trazendo coisas na mochila.
A situação gerou tensão até a PM chegar, imobilizar o suspeito e revisar sua bolsa – a qual não portava nada perfurante. Mas ele trazia um quadro com fotografia de mulher nas mãos.
Na primeira invasão da câmara, o jovem portava a faca na cintura. Desde então, o tema da segurança interna dentro do Poder Legislativo começou a ser questionado por vereadores, lideranças políticas e servidores, além da própria comunidade.
O presidente do PL local, Ângelo Margutte, criticou duramente as duas invasões. Segundo ele, na primeira oportunidade, além da faca, o jovem carregava um martelo e um cajado.
“Esse rapaz tem problemas mentais, já trouxe a faca na primeira vez. Pedimos ao presidente do Legislativo, o Lucas Maia, do MDB, por segurança, e hoje o mesmo jovem interrompeu novamente a sessão e ameaçou vereadores, servidores e o povo em plenário”, relembra Margutte, que tem quatro vereadores na bancada do PL local.
O presidente do PL apresentou ao DIARINHO cópia do ofício de 11 de dezembro, em que a bancada bolsonarista pediu reforço na segurança e o qual, segundo Ângelo, não foi atendido. “Precisamos proteger a todos, e garantir as sessões ordinárias. Dia 9 a sessão ficou parada por mais de uma hora, e houve ameaças do rapaz várias vezes”, revela o presidente do partido.
Vai ter vigilante armado
Para a reportagem, Lucas Maia, via assessoria, negou as falas de Margutte. Segundo ele, assim que aconteceu a primeira invasão, em 9 de dezembro, o presidente conversou com os vereadores e equipe já no dia 10, e salientou a importância da contratação de empresa de segurança privada.
O processo de definição está no setor de compras do Legislativo, em fase de levantamento de orçamentos. Segundo Maia, a operação vai optar pela contratação de vigilantes armados.
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