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Policial Mistério

Investigação aponta intoxicação por monóxido de carbono em morte de mãe e filho em Joinville

Conforme a investigação, os corpos da mãe, de 87 anos, e do filho, de 47, podem ter permanecido entre três e nove dias dentro do apartamento.

11/02/2026 às 08h37
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

A investigação sobre a morte de uma mulher e do filho, encontrados sem vida dentro de um apartamento na região central de Joinville, no Norte catarinense, na tarde de segunda-feira (9), avançou com a divulgação de novas informações periciais.

Segundo a Polícia Científica, a principal linha de apuração é de intoxicação por monóxido de carbono, gás tóxico liberado pela queima incompleta de carvão, identificado no ambiente onde os corpos estavam.

Conforme a investigação, os corpos da mãe, de 87 anos, e do filho, de 47, podem ter permanecido entre três e nove dias dentro do apartamento. O odor característico da decomposição foi camuflado com o aparelho de ar-condicionado, que permaneceu ligado até a chegada da polícia ao local.

Em entrevista à NDTV RECORD, o superintendente da Polícia Científica, Iury Nunes Lopes, relatou que a equipe foi acionada para atender a ocorrência de encontro de cadáver e, ao chegar ao local, confirmou a presença de duas vítimas no interior do imóvel.

“Imediatamente foram realizados os trabalhos de perícia no local, avaliando todas as circunstâncias para verificar a hipótese de crime. Após a análise completa do apartamento, os corpos foram removidos e encaminhados à sede da Polícia Científica, onde passaram por exames de necropsia ainda durante a noite”, explicou.

Segundo ele, a perícia descartou a presença de lesões externas, o que afasta, até o momento, a hipótese de violência direta.

Os exames iniciais e as condições encontradas no apartamento levaram os peritos a concentrarem as análises na possibilidade de intoxicação por monóxido de carbono. No quarto onde as vítimas foram localizadas, havia uma churrasqueira em funcionamento.

“Pelo estado de decomposição em que os corpos estavam não é possível chegar a uma conclusão a respeito da causa da morte, mas pelas circunstâncias observadas no local, a principal hipótese trabalhada pelos peritos criminais, é de intoxição por monóxido de carbono”, detalhou o superintendente.

Ainda conforme a Polícia Científica, o estado de decomposição dos corpos impede, neste momento, a confirmação exata da causa da morte, mas há indícios da presença do gás no ambiente, o que reforça a principal linha investigativa.“Esse gás é extremamente tóxico, não tem cheiro e, à medida que a pessoa o inala, pode perder a consciência sem perceber o risco”, explica Lopes.

A Polícia Civil informou que, devido às condições em que os corpos foram encontrados, não é possível determinar quem morreu primeiro. Uma das hipóteses analisadas é a de que a mulher tenha falecido por causas naturais e, posteriormente, o filho tenha provocado a própria morte.

Para esclarecer o intervalo de tempo entre as mortes e o momento em que os corpos foram encontrados, os peritos irão avançar nas análises com o uso de entomologia forense, técnica que avalia larvas e insetos presentes no local. As investigações seguem em andamento.

Com informações do ND+

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