
Foi sepultado na manhã desta sexta-feira o comerciante Ricardo Michereff, 76 anos, após nove dias de internação em decorrência de grave atropelamento no último dia 3, no centro de Barra Velha. Desde o acidente ele estava numa UTI no hospital São José, de Jaraguá do Sul. A batida foi na esquina da rua Humberto Pimentel com a avenida Prefeito Ademar José dos Passos, no centro.
Em vídeo, Atair “Chêro” Michereff, filho de Ricardo, comunicou oficialmente a morte do pai, nesta quinta. Emocionado, Chêro pontuou que o pai ainda aguardava por uma diálise e uma traqueostomia, quando viu seu quadro clínico agravar. Ricardo ficou consciente até os momentos finais, porém sem poder se comunicar. O comunicado da morte foi dado pelos familiares por volta das 2h da madrugada de quinta.
“Nós saímos do hospital ainda na noite de quarta, porque ficamos com receio dele ficar muito emocionado com a gente. Chegamos eu e Solange, minha irmã, em Barra Velha, quando a direção do hospital nos pediu para voltar. No fundo, sabíamos que quando o hospital chama assim, logo depois que se acabou de visitar, é grave. Ele sofreu dois infartos”, completou.
Ricardo Michereff marcou época em Barra Velha, atuando no comércio e também como caminhoneiro e mantendo locação de salas comerciais no centro da cidade. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um veículo branco o atingiu, por volta das 20h do dia 3. Após o impacto, Ricardo caiu e bateu fortemente a cabeça. O motorista parou ao perceber a vítima caída, e segundo os familiares, prestou socorro e manteve-se em contato com todos.
O comerciante fraturou o úmero, quebrou um braço e várias costelas e também perfurou os pulmões, além de sofrer traumatismos e ferimentos na cabeça, com inchaço e hematomas intensos.
Filhos e neto surfistas
Michereff também era conhecido por outro diferencial: ser o patriarca de uma família muito ligada ao surfe local: a “família mais surf da cidade”, termo dado pelo jornalista e diagramador Paulo Roberto de Oliveira, o Banana, especializado na cobertura da modalidade.
Ricardo era pai de “Chêro” e Ricardo Michereff Júnior, surfistas campeões, consagrados em Barra Velha e no estado, em especial nos anos 90, e também avô de Diego Michereff, outra referência da modalidade.
O comerciante foi sepultado no cemitério do Centro de Barra Velha. A família agradeceu pelas orações e o apoio recebidos desde o atropelamento.
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