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Assalto em Criciúma: Quadrilha estava na região havia três meses e os carros usados foram pintados de preto para camuflar

Assalto em Criciúma: Quadrilha estava na região havia três meses e os carros usados foram pintados de preto para camuflar

02/12/2020 às 09h17 Atualizada em 02/12/2020 às 12h17
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Foto: Reprodução
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02.12 - Em entrevista coletiva no final da tarde de ontem (1º), o Instituto Geral de Perícias (IGP) informou que nove dos 10 carros usados pelos criminosos na fuga do assalto em Criciúma, no Sul catarinense, eram blindados e que os veículos foram pintados de preto para camuflar. O roubo ocorreu no final da noite de segunda (30) e primeiras horas da madrugada desta terça.

Houve reféns e troca de tiros. Um policial militar ficou ferido e precisou passar por cirurgias. Ninguém havia sido preso até a manhã de hoje.

Segundo o delegado Anselmo Cruz, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), pode haver catarinenses envolvidos na ação, mas a suspeita é que ação seja de pessoas de outros estados, especialmente de São Paulo.

"Sabemos que esse tipo de ação é proveniente de fora do Estado, não de facção criminosa, não se tem apontamento algum que seja ação de facção criminosa, mas individuo que são assaltantes, alguns já conhecidos do mercado, partindo do Estado de São Paulo, e que possivelmente sejam responsáveis por algumas das ações mais violentas do Brasil nos últimos anos", afirmou Cruz.

Perícia

Os carros usados pelos criminosos vão passar por perícia. Ao menos três deles tinham registro de furto em São Paulo.

Foram encontradas manchas de sangue em dois carros. “Tem dois veículos, principalmente um ali que não era blindado. Ele foi alvejado durante a fuga ou durante a ação do crime e quem estava conduzindo foi atingido. Tem bastante sangue ali dentro do veículo. E tem mais um outro veículo também com manchas de sangue. A gente não sabe se foi o condutor daquele veículo que mudou para o outro veículo, mas nós coletamos também esse vestígio biológico que será encaminhado para o nosso laboratório central para que a gente consiga extrair o perfil genético e tentar colocar no banco de dados nacional para tentar descobrir quem foi o autor desse delito”, afirmou Giovani Adriano.

Sobre a perícia dentro da agência bancária alvo do roubo, o perito-geral disse que foi encontrado "uma série de vestígios biológicos, que estão sendo armazenados". Impressões digitais também foram achadas.

Com todas os vestígios encontrados no banco, o IGP monta a dinâmica do crime, que será divulgada futuramente em um laudo policial.

“A gente tem uma expectativa que eles já estavam aqui na região pelo menos há três meses se organizando para praticar esse crime", disse o perito-geral do IGP, Giovani Eduardo Adriano.

De acordo com o delegado Anselmo Cruz, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), o assalto é o de maiores proporções já ocorrido no estado.

Fonte: G1

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