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Greve dos caminhoneiros chega ao fim em Santa Catarina

A decisão foi confirmada pelo presidente da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), Sérgio Pereira, em Itajaí, na tarde de ontem (19).

20/03/2026 às 09h30
Por: Carneiro News
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Foto/Ilustrativa
Foto/Ilustrativa

A greve dos caminhoneiros em Santa Catarina foi oficialmente desmobilizada na tarde de ontem (19), após avanços nas negociações com o Governo Federal e medidas anunciadas para o setor. A decisão foi confirmada pelo presidente da ANTC (Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga), Sérgio Pereira.

Segundo o dirigente, o movimento chega ao fim de forma imediata. “A partir desse momento vai se encerrar. A associação vai fazer uma nota explicando tudo”, afirmou. Ele destacou que o departamento jurídico já prepara o documento com os detalhes do acordo.

De acordo com Pereira, apesar de nem todas as demandas terem sido atendidas integralmente, houve conquistas consideradas importantes pela categoria. Entre elas, o endurecimento das regras para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete.

“Tivemos grande avanço. Não é tudo que a gente esperava, mas já é o primeiro passo, com empresas podendo ser multadas em um valor considerável caso paguem abaixo da tabela”, disse.

Outro ponto destacado é a obrigatoriedade do uso do Sistema de Informações de Operações de Transporte (SIOT). Conforme o presidente da ANTC, nenhuma carga poderá circular sem o registro, e operações abaixo do valor mínimo serão automaticamente bloqueadas pelo sistema. “Qualquer operação abaixo do mínimo simplesmente será bloqueada. Para nós, foi uma vitória”, afirmou.

Greve dos caminhoneiros buscou revisão da tabela do frete

A mobilização tinha como principais pautas a revisão da tabela do frete, a redução dos custos operacionais, especialmente do diesel, e maior fiscalização sobre o cumprimento das regras do setor. O principal foco de tensão era justamente o respeito ao piso mínimo do frete.

Em meio à pressão da categoria, o Governo Federal também anunciou medidas para conter a alta do diesel. Foi publicado nesta quinta-feira (19), em Brasília, o Decreto nº 12.883/2026, que altera normas anteriores e estabelece diretrizes para a definição do preço de referência do combustível.

O novo texto prevê que o preço de comercialização do diesel será fixado por ato do Ministério de Minas e Energia durante períodos determinados, podendo haver um valor único por região. A medida também define critérios para a atuação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) na metodologia de cálculo, incluindo parâmetros diferentes para importadores e produtores.

Na prática, o governo busca reduzir a volatilidade dos preços e dar maior previsibilidade ao setor, um dos principais pleitos dos caminhoneiros. O diesel é um insumo central no transporte de cargas e impacta diretamente o custo de distribuição de produtos em todo o país.

Para a liderança da categoria, o conjunto de medidas representa um avanço inicial. “Só o fato do reajuste da tabela mínima nacional já nos alegra. Sempre é uma luta quando é para nós, trabalhadores”, concluiu Sérgio Pereira.

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