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Polícia prende líder e “disciplinas” do PGC em BC e Camboriú

Cerca de 70 policiais civis, com apoio de viaturas e helicóptero, participaram das ações para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.

09/04/2026 às 08h56
Por: Carneiro News
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Divulgação/Polícia Civil
Divulgação/Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil mirou lideranças da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC) ontem, em Balneário Camboriú e Camboriú. Cerca de 70 policiais civis, com apoio de viaturas e helicóptero, participaram das ações para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.

Sete pessoas foram presas. Um dos líderes do PGC foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Os outros seis presos eram os chamados "disciplinas" que, recentemente, ocupavam também cargos de liderança nos bairros. As prisões foram no Santa Regina, Monte Alegre e Areias, em Camboriú, e na Barra, em BC.

Ao todo, foram expedidas 27 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão contra investigados apontados como lideranças da facção na região.

De acordo com o delegado Vicente Soares, a operação teve como alvo integrantes considerados estratégicos da organização criminosa, líder e disciplinas. Nas diligências, os policiais apreenderam celulares, drogas e documentos que, segundo a investigação, têm relação com as atividades do grupo.

A operação é resultado de uma investigação permanente contra o crime organizado na região e contou com a participação de 70 policiais civis. “Eles são investigados por integrar organização criminosa e prática de tráfico, mas existem investigações paralelas de envolvimento de alguns deles com homicídios”, explicou o delegado Vicente.

Uma das ações foi na rua Jerusalém, onde moradores relataram a movimentação policial. “Aqui no lado do mercadinho, na rua do Deck Lanches, cheio de polícia. Deve ter uns boca brava na rua pelo jeito. O helicóptero tá rodeando, o bagulho tá doido”, disse um vizinho.

Outra moradora contou que acordou com o barulho da operação. Segundo ela, um vizinho usava tornozeleira eletrônica, mas deixou a casa há cerca de 25 dias. “Acordei com o barulho do helicóptero e uma luz forte. Quando abri a porta, estava cheio de polícia. Meu cunhado desceu e deu de cara com um policial na escada. Meu irmão saiu e o helicóptero jogou a luz nele. Foi um apavoro”, relatou.

 

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