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Safra da tainha começa em SC nesta sexta com expectativa positiva dos pescadores

Temporada segue até julho, com aumento de 20% na cota e previsão de peixe mais próximo da costa. O período, que segue até julho, é um dos mais aguardados no calendário cultural e econômico do Estado por movimentar a economia pesqueira, o turismo e a gastronomia.

01/05/2026 às 09h23
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

A safra da tainha 2026 está oficialmente aberta em Santa Catarina a partir desta sexta-feira (1º). O período, que segue até julho, é um dos mais aguardados no calendário cultural e econômico do Estado por movimentar a economia pesqueira, o turismo e a gastronomia.

A safra da tainha representa para muitas famílias o período mais importante do ano, já que garante o sustento e o alimento, movimentando a economia local. A pesca da tainha reflete em uma rede extensa que inclui transportadoras, mercados de peixe e o setor da gastronomia, um dos mais atrativos na Grande Florianópolis.

A pesca também faz parte da identidade cultural do litoral catarinense, preservada e passada por gerações. Os pescadores detêm conhecimento sobre as marés, os ventos e os ciclos de reprodução das espécies, e com isso conseguem identificar mudanças e tendências no ecossistema.

Qual é a cota para a pesca da tainha em 2026

A cota da safra da tainha terá aumento de cerca de 20% em comparação com o ano passado, para todas as modalidades. O limite total de captura da espécie tainha (Mugil liza) é de 8168 toneladas. O número é calculado com base na avaliação de estoque mais recente da espécie, feita em 2025.

O tradicional arrasto de praia, modalidade exclusiva de Santa Catarina, poderá capturar até 1.332 toneladas. Já o emalhe anilhado, também restrito ao litoral catarinense, terá limite de 1.094 toneladas neste ano. Confira abaixo as cotas por modalidade.

Como ficaram as cotas por modalidade

Arrasto de praia: 1.332 toneladas; operação limitada ao litoral de Santa Catarina, envolvendo diferentes categorias dessa modalidade.

Emalhe anilhado: 1.094 toneladas; atuação restrita ao litoral de Santa Catarina; cada embarcação pode capturar até 15 toneladas, com tolerância extra de até 20%.

Emalhe costeiro de superfície: 2.070 toneladas; pesca permitida no litoral e em águas mais afastadas (ZEE) das regiões Sudeste e Sul.

Cerco/traineira: 720 toneladas; área de operação no litoral e em águas mais afastadas (ZEE) das regiões Sudeste e Sul do Brasil; cota é distribuída por embarcação.

Captura no estuário da Lagoa dos Patos: 2.760 toneladas; pesca realizada no estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, conforme regras específicas para essa área.

Como será feito o monitoramento

O monitoramento da pesca da tainha em Santa Catarina será realizado através do sistema PesqBrasil. Mapas de bordo, mapas de produção, declarações de entrada e de ova, além do rastreamento por satélite das embarcações devem ser enviados pela plataforma.

Ainda, a portaria prevê a implantação de rastreador experimental obrigatório para a modalidade de emalhe anilhado.

Durante a safra da tainha, Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha é atualizado regularmente, o que possibilidade maior transparência no acompanhamento das cotas de captura por modalidade.

Quando a pesca da tainha pode ser encerrada

A legislação determina ainda alguns critérios de encerramento antecipado da pesca da tainha para evitar que as cotas sejam extrapoladas, sendo eles:

• Emalhe anilhado: encerramento ao atingir 85% da cota coletiva;

• Arrasto de praia: encerramento aos 90% da cota;

• Cerco/traineira: encerramento ao atingir 90% da cota individual por embarcação.

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