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Mãe alerta pra perigo de bactéria dos produtos Ypê após hospitalização do filho

Moradora de Balneário Piçarras ficou com bebê internado por 14 dias em Itajaí. Criança foi infectada por bactéria do mesmo gênero no hospital.

11/05/2026 às 16h55
Por: Carneiro News Fonte: Juvan de Souza Neto
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Foto/Divulgação/Leitor
Foto/Divulgação/Leitor

A recepcionista Edilaine Cristina Pereira de Lima, de 22 anos, de Balneário Piçarras, fez um alerta sobre o perigo da bactéria do tipo Pseudomonas, o mesmo encontrado em produtos da marca Ypê e que motivou suspensão pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária dos lotes contaminados. Edilaine conta que o filho recém-nascido ficou 14 dias internado em Itajaí, em fevereiro, após infecção pela bactéria.

A infecção ocorreu no hospital Marieta Konder Bornhausen, onde a criança nasceu, em 29 de janeiro. “Meu bebê ficou comigo internado uns dias, pois teve complicações no pós-parto, e ele acabou pegando uma bactéria que foi aparecer somente dias após estarmos em casa”, relata a mãe.

Quase um mês depois, em 24 de fevereiro, a criança teve que ser internada no hospital Pequeno Anjo, devido ao avanço da infecção. “Ele precisou ficar 14 dias internado, por uma conjuntivite neonatal grave com suspeita de sepse. Tudo começou com uma secreção purulenta nos dois olhos, febre, irritabilidade, sonolência, tosse, problemas respiratórios”, conta.

Durante a internação, o bebê ficou isolado em um quarto no hospital e foi acompanhado pela infectologista e pelo oftalmologista devido à gravidade da bactéria encontrada. “A cultura da secreção dos olhos deu positivo para Pseudomonas spp, uma bactéria extremamente séria e resistente a vários antibióticos”, ressaltou Edilaine. Apesar da resistência, com o uso de vários remédios, a criança melhorou.

“Meu bebê precisou tomar cinco antibióticos/medicações fortes durante o tratamento: ceftriaxona, ampicilina, gentamicina, azitromicina e ciprofloxacino, além de colírios e acompanhamento constante. O exame mostrou que a bactéria era resistente até a antibióticos muito fortes, como imipenem e meropenem”, detalhou a mãe.

Preocupação

Edilaine compartilhou o relato pra alertar o que a bactéria pode causar. Segundo comentou, não apenas os olhos são afetados, mas outras partes do corpo, provocando infecções graves que podem colocar a vida em risco, principalmente em recém-nascidos e pessoas com baixa imunidade.

“Muita gente não imagina o perigo dessa bactéria. Ela é muito conhecida em hospitais porque consegue resistir a vários antibióticos e pode causar infecções mais graves em pessoas com imunidade baixa, bebês, idosos ou pacientes internados. Por isso, todo cuidado é pouco”, completou.

As Pseudomonas englobam um gênero de bactérias, com mais de 140 espécies diferentes, capazes de sobreviver em diversos ambientes, especialmente locais úmidos, como pias, banheiros e objetos molhados. No caso dos produtos Ypê, foi encontrado o tipo específico Pseudomonas aeruginosa, que está entre os mais conhecidos e resistentes a antibióticos.

Devido ao risco de infecções severas, a Anvisa determinou o recolhimento de 24 produtos da marca na quinta-feira passada, após identificar a bactéria na fábrica da empresa, em Amparo (SP). A empresa recorreu e a retirada dos produtos foi suspensa temporariamente, mas segue valendo a recomendação da Anvisa pra não usar os produtos contaminados devido ao risco sanitário.

 

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