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Policial Investigação

Assassino de empresário de BC já sequestrou mulher no Pará

Bandido estava fugindo para o estado de origem quando foi preso no aeroporto. Suspeitos confessaram participação no crime, mas trocaram acusações durante depoimentos.

13/05/2026 às 09h12
Por: Carneiro News
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Foto/Divulgação/Polícia Cicil SC
Foto/Divulgação/Polícia Cicil SC

Um dos homens presos pela morte de um empresário em Balneário Camboriú já era investigado pelo sequestro de uma médica no estado do Pará. O assassino, ex-funcionário da vítima que confessou participação no crime, estava em liberdade e vivendo na região. W.M.S.T., de 26 anos, e o comparsa E.K.V.S., de 20 anos, são acusados pela morte do empresário Alfredo Fraga dos Santos, de 52 anos, dono da Darf Empreiteira e integrante do movimento Legendários.

A ligação do sequestro seguido de morte com o caso no Pará apareceu durante a investigação da Polícia Civil catarinense. Os policiais descobriram que o homem já tinha passagem pelo crime no norte do país. A médica foi rendida na saída de uma festa em Belém, no Pará, quando os criminosos anunciaram o assalto. O bandido preso pela morte do empresário de Balneário Camboriú agiu com comparsas, que deram um golpe mata-leão na vítima. A médica foi mantida em cativeiro enquanto os sequestradores exigiam resgate da família. Os criminosos também obrigaram parentes da vítima a fazer transferências via Pix para contas usadas pelo grupo.

Mais de 16 horas após o sequestro, a polícia conseguiu rastrear o carro e o celular da médica. Ela foi resgatada viva. Um dos criminosos morreu em confronto com policiais durante a operação. Em setembro do ano passado, W. foi condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto pelo crime cometido no Pará.

Prisão em 12 horas

Agora, as autoridades tentam confirmar o tamanho da participação dos dois acusados no assassinato. Alfredo foi morto pelo ex-funcionário e um comparsa na segunda-feira, após ser rendido na garagem do prédio onde morava, no bairro da Barra, em Balneário Camboriú.

Sob ameaça de uma faca, ele foi preso no próprio carro, uma Spin, e levado até Gaspar. No local, os criminosos amarraram e mataram o empresário. Antes da morte, os criminosos obrigaram o empresário a transferir cerca de R$ 13 mil via pix.

W.M.S.T. foi preso no aeroporto de Campinas (SP), durante conexão de um voo para o Pará, estado de origem dele. Já E.K.V.S. foi capturado em Blumenau, ainda no começo da noite de segunda-feira.

Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por vingança, já que W. tinha sido demitido por Alfredo na última sexta-feira. A delegada Luana Backes, da Divisão de Investigação Criminal (DIC), informou que os suspeitos confessaram participação no crime, mas tentaram jogar a responsabilidade do assassinato um para o outro durante os depoimentos.

“O ex-funcionário alegou não ter participado da morte, apenas do roubo ao empresário. Já o comparsa preso em Blumenau disse que foi convidado para participar do roubo e afirmou que quem matou a vítima foi o amigo, porque ela poderia entregá-lo como autor do crime. Os dois vão responder por latrocínio”, explicou a delegada.

A delegada também aguarda o laudo dos exames no corpo da vítima para confirmar a causa da morte. “Eles alegam que foi uma pedrada na cabeça, mas só com o laudo para ter certeza”, disse a policial.

A prisão dos dois aconteceu menos de 12 horas após o crime, numa ação integrada entre a PM e as Polícias Civil e Federal. Os policiais analisaram imagens de câmeras de monitoramento, movimentações bancárias e outras provas que ajudaram nas prisões.

A polícia ainda aguarda decisão da Justiça para definir se o caso seguirá sendo investigado em Balneário Camboriú, onde o empresário foi sequestrado, ou em Gaspar, onde o corpo foi encontrado.

A vítima foi velada no Crematório Vaticano, em BC, ontem.

 

 

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