
Enfeitando o coração de esperança
No sábado fui às compras com objetivo de enfeitar minhas esperanças na conquista do hexa. Primeiro foi um boné e depois uma camisa da Seleção. Ainda não estava como eu queria. Pedi para minha Dona Encrenca para também ir comprar umas “coisinhas” para decorar nosso apartamento. Tudo pronto, decorado e começou a contagem regressiva para a estreia da Seleção Canarinho.
Começou o baile
Não teve pipoca, guaraná ou uma geladinha. Teve mesmo foi muita raiva aos 20 minutos, quando Saibari mete um golaço na saída de Alisson. Comemorei depois com o golaço de Vini Jr. 11 minutos após o susto. Mas foi só isso de bom que o Brasil proporcionou. No mais, foi assistir o baile que os marroquinos deram em: Alisson; Ibañez (Danilo), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Paquetá (Matheus Cunha); Raphinha, Igor Thiago (Luiz Henrique) e Vini Jr. E também em Carlo Ancelotti.
Praquetá?
Fica a pergunta. Praquestavam em campo os brasileiros. Para olhar os marroquinos esconderem a bola? Ou tremer diante de 80.663 pessoas no MetLife Stadium. Claro, sem contar o Brasil inteiro e demais países que amam o futebol. É Praquetá mesmo. Pior é ter que ver o Tancelotti, que não colocou em campo o Endrick, ficar revirando na boca uma goma de mascar o tempo todo, com ele insistindo em desgrudá-la da dentadura. Tinha que gritar com o time pô.
De muletas
Acredito que o Tancelotti convocou o Neymar não só pela pressão da mídia, dos empresários, dos torcedores e dos bastidores podres do futebol brasileiro. Acho que ele viu que ter um Neymar de muletas pode render mais que os Praquetás vestidos de verde e amarelo.
Ansiedade
Impaciente, com respostas curtas e expressão fechada, Carlo Tancelotti foi transparente sobre que sensações teve diante do empate por 1 a 1 com Marrocos. Os jogadores reforçaram a insatisfação do treinador, foram autocríticos e tiveram um discurso alinhado cuja palavra mais repetida foi "ansiedade", eleita pela maioria como grande vilã de um Brasil errante na estreia da Copa do Mundo. Danilo, do Flamengo, foi mais direto e repetiu diversas vezes que o Brasil "deu sorte" de ir para o intervalo com apenas 1 a 1 no placar. Seus companheiros, além de insistirem muito sobre a ansiedade, também mencionaram o que Ancelotti disse: "A Copa não termina no primeiro jogo".
Mais controle
Tancelotti, em conversou com Alex Escobar antes de se apresentar para a coletiva, foi o primeiro a mencionar a tal ansiedade. “Um pouco de ansiedade acho que sim, na primeira etapa eles saíam da pressão e faziam transições perigosas. Podíamos ter mais controle”, disse o técnico da Seleção brasileira, desta vez sem ochicles de bola na boca. Deu pra ver que ele tava p da cara.
Volta por cima
Calma! A Pimba na Gorduchinha não pode ser um muro de lamentações. Dá pra acreditar sim que a Seleção dê a volta por cima e vá brigar pelo hexa. Vale lembrar, que a Argentina (atual campeã) estreou com uma derrota surpreendente por 2 a 1 contra a Arábia Saudita, no dia 22 de novembro de 2022. Talvez nosso time reserva jogue mais que os 11 da estreia.
“Só tem marra’
Após o empate em 1 a 1 o atacante Raphinha foi um dos principais alvos de críticas de torcedores no Instagram. Depois da partida abaixo das expectativas, Raphinha recebeu uma enxurrada de críticas no story. “Se não aguenta fica no banco”, escreveu um usuário. “Só tem marra”, escreveu outro. Novamente, após a repercussão, o jogador bloqueou os comentários na publicação.
Climão: Romário x Fernanda Gentil
Em sua análise sobre a estreia do Brasil, Romário apontou que o empate em 1 a 1 com a seleção marroquina acabou sendo positivo. Ele destacou que o time adversário foi superior taticamente e mais organizado, o que fez com que o ponto conquistado fosse valioso, elogiando a postura e o gol de Vinícius Júnior durante a partida. Essa avaliação gerou um debate acalorado com a jornalista Fernanda Gentil. Enquanto ela afirmou que o resultado teve "gosto de derrota" pelas expectativas criadas, Romário discordou e rebateu dizendo que quem pensa assim "não conhece muito de futebol", gerando grande repercussão nas redes.
Gérson o ‘Canhotinha de Ouro’ diz que o Brasil não jogou nada
Em sua página no Instagram, minutos depois do empate do Brasil, o camisa 8 da conquista do Tri no México, desceu a lenha no meio de campo do Brasil. “O time do Brasil levou um passeio, não sabia onde estava a bola. Meio de campo não jogou absolutamente nada. Os brasileiros ficaram desesperados correndo atrás da bola. Ancelotti escalou e mexeu errado”, espumou o Canhotinha.
É banco
Agora é preciso vencer. Mas para vencer o Haiti e a Escócia, Ancelotti vai ter que mexer no time. Casemiro está mal, Raphinha está mal, e Igor Thiago não pode ser titular. São discussões que vão ganhando força até o jogo da próxima sexta-feira.
Cartão Vermelho
Não tem como não dar cartão vermelho para os 15 que entraram em campo contra o Marrocos. Foram 16, mas dá pra aliviar o Vini Jr. Cartão também para o Tancelotti, que escalou errado, mexeu errado e não gritou com o time. Mas que ele saiu cuspinho marimbondos saiu sim. Acho que o time vem todo mudado contra o fraquinho Haiti. É cartão vermelho pra ele com um recado: “ou arruma a casa, ou vem embora antes do tempo”.
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