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Política Investigação

Vereador Julio Bento vai ser investigado por Comissão de Ética

Comissão de Ética vai analisar representação contra o vereador Julio Bento. Mesa diretora aceitou representação da vereadora Adriana Macarini.

14/07/2026 às 11h05
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução Redes Sociais
Foto/Reprodução Redes Sociais

A mesa diretora da Câmara de Vereadores de Navegantes aceitou, na noite desta segunda-feira, a representação da vereadora Adriana Macarini (PP) contra o vereador e vice-presidente da câmara, Julio Cesar Bento Filho (PSD). A parlamentar acusa o colega de perseguição, condutas ofensivas e intimidação.

Com o recebimento da denúncia, o processo foi encaminhado à Comissão de Ética, que dará andamento aos trâmites previstos no regimento interno. O procedimento inclui a indicação de um relator, a apresentação da defesa, a apuração dos fatos e a elaboração de um parecer, que será votado em plenário. Ainda não há prazo para a conclusão dos trabalhos.

Após ter conhecimento do recebimento da denúncia, Julio Bento comentou a decisão. “Tenho plena certeza que não tem base, e que a comissão decidirá pelo arquivamento”.

Na semana passada, ele já tinha afirmado que recebeu a representação "com profunda indignação, revolta e perplexidade" e negou todas as acusações. "As acusações não correspondem à realidade dos fatos. Em momento algum ameacei, intimidei ou alterei o tom de voz contra a vereadora. Apenas questionei informações de que ela estaria atuando para impedir que a câmara emitisse uma nota de repúdio à agressão física que sofri enquanto exercia meu mandato", declarou. Julio também alegou que adotaria medidas judiciais para defender "sua honra, sua imagem e o livre exercício do mandato".

A denúncia

Adriana pediu a abertura do processo por quebra de decoro parlamentar depois de um desentendimento no estacionamento da câmara, em 7 de julho. Segundo a vereadora, Julio Bento a abordou de forma exaltada, apontando o dedo, elevando o tom de voz e fazendo cobranças e acusações pessoais. Ela afirma que a discussão provocou tumulto e mobilizou servidores, assessores e outros vereadores.

A representação também cita outro episódio, em 18 de maio, quando, segundo Adriana, o vereador apontou o dedo para ela e disse: "Não sou teu funcionário". Para a parlamentar, a conduta viola o Código de Ética da Câmara por ofender outro vereador e provocar tumulto nas dependências do Legislativo. Ela também pede que o caso seja analisado como possível violência política contra a mulher.

 

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