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Justiça Recurso negado

Justiça mantém preso atirador que matou dentro de imobiliária de Balneário Piçarras

Decisão da 2ª Câmara Criminal do TJ-SC negou recurso da defesa de Ralf Manke. O acusado disparou 12 tiros de pistola 9mm contra vítimas e vai ser julgado pelo tribunal de júri.

05/08/2026 às 14h52
Por: Carneiro News Fonte: Juvan de Souza Neto
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Foto/Arquivo/CN
Foto/Arquivo/CN

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) negou o recurso da defesa do autor do duplo homicídio que matou a tiros dois corretores de imóveis de Balneário Piçarras em julho do ano passado.

O julgamento do recurso ocorreu nesta segunda-feira, ao analisar o pedido dos advogados de Ralf Júnior Dombek Manke, autor do crime que vitimou Deyvid Luiz Leite e Thiago Adolfo, em fato ocorrido dentro de uma imobiliária de Balneário Piçarras.

De acordo com a advogada Samantha Andrade, que representa a família de Thiago Adolfo, o recurso pedia a anulação da chamada decisão de pronúncia — etapa em que a Justiça decide se há elementos suficientes para levar o acusado a julgamento pelo tribunal do júri.

Outro pedido da defesa do atirador, segundo Samantha, era pelo afastamento das qualificadoras do crime e a soltura do acusado, preso preventivamente desde a fase de investigação. Ambos foram negados.

“A decisão de pronúncia foi mantida integralmente, ou seja, Ralf Júnior Dombek Manke continuará respondendo pelo duplo homicídio qualificado e seguirá para julgamento pelo tribunal do júri”, reforçou Samantha ao Diarinho, após a sustentação oral em defesa de Thiago, em sessão comandada pela relatora, desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, do TJ-SC.

Apesar da data do julgamento ainda não ter sido definida, a advogada pontua que as chamadas qualificadoras do crime seguem reconhecidas na denúncia — motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ralf baleou e matou as duas vítimas dentro da imobiliária, durante a discussão sobre uma dívida. Sua prisão preventiva também foi mantida.

Detalhes do crime

Deyvid era sócio de Ralf na ocasião do crime, e ambos vendiam imóveis de alto padrão e frente ao mar. O crime ocorreu em 1º de julho de 2025, na sala onde Ralf trabalhava na imobiliária, na avenida Emanoel Pinto, centro da cidade. Manke teria disparado 12 vezes com uma pistola 9mm nas duas vítimas, e desligado as câmeras de segurança do empreendimento. Deyvid e Thiago morreram no local.

A defesa de Ralf, feita pelo advogado Rodolfo Warmeling, alegou na ocasião do crime que o atirador agiu em legítima defesa e teria sido vítima de uma “emboscada”. O autor dos disparos também responde pelo crime de porte ilegal de arma de uso restrito – segundo informações da polícia, ele tinha registro da arma, mas não autorização para portá-la.

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