
A audiência de instrução e julgamento do processo criminal de Amanda Maria Souza de Oliveira, a mulher de 38 anos que fingia ter 12, foi marcada para quarta-feira (19), informou a defesa dela. Na ocasião, serão ouvidas a defesa e a acusação, incluindo a ré.
A mulher, que fez 38 anos em 10 de junho, foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após enganar uma família e viver como uma espécie de filha adotiva por mais de um ano. Ela responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
A defesa da acusada disse em nota que "demonstrará, com base no conjunto probatório dos autos, a inocência de Amanda, evidenciando as fragilidades da acusação e os elementos que sustentam sua versão dos fatos".
Amanda será ouvida
Depois da audiência, ocorrem as alegações finais, quando acusação e defesa fazem uma última manifestação sobre as provas produzidas e apresentam os pedidos ao juiz.
Passada essa parte, o processo fica pronto para a sentença, que não deve ocorrer no mesmo dia.
E o exame de sanidade mental?
Amanda fez o exame de sanidade mental com a Polícia Científica em 26 de junho. De acordo com o advogado dela, Lúcio Sousa, ela também fez outro, com peritos escolhidos pela defesa.
Sousa informou que houve divergência entre os dois laudos, que tiveram diagnósticos diferentes. O estatal indicou uma doença e o da defesa, três. O resultado deles, no entanto, não foi divulgado porque o processo corre em sigilo.
De acordo com o advogado, o juiz recebeu ambos os relatórios, que são considerados provas no processo e ajudarão o magistrado na decisão final, sobre a sentença.
Amanda viveu por 14 meses com família em Joinville
O crime foi descoberto em 2 de junho, quando a investigada foi presa na casa das vítimas que a haviam “adotado”. Em depoimento, Amanda confessou que aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará.
Em 9 de junho, o Poder Judiciário aceitou a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) contra a mulher. Dessa forma, ela passou a ser ré em processo criminal.
Ela viveu por 14 meses como filha adotiva na casa de uma família que a acolheu em Joinville.
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