Sexta, 25 de Setembro de 2026
19°

Tempo limpo

Penha, SC

Justiça Menininha fake

Mulher que fingiu ter 12 anos pode ser solta pela Justiça

Audiência foi encerrada ontem (19), e sentença deve ser proferida em até cinco dias; defesa também pediu a revogação da prisão preventiva.

20/08/2026 às 09h16
Por: Carneiro News
Compartilhe:
Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

A defesa de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, pediu a absolvição da acusada durante a audiência de instrução e julgamento, realizada na quarta-feira (19), em Joinville, no Norte catarinense. O Ministério Público se manifestou pela condenação. A sentença deve ser proferida pela Justiça em até cinco dias.

Amanda está presa preventivamente desde junho, após ser investigada por se passar por uma adolescente de 12 anos e ser acolhida por uma família no distrito de Pirabeiraba.

Durante a audiência, segundo os esclarecimentos divulgados pela defesa, foram ouvidas inicialmente as duas vítimas, seguidas pelas duas testemunhas de acusação e pelos peritos técnicos. Na sequência, Amanda foi interrogada. Com o encerramento da fase de produção de provas, foram apresentadas as alegações finais pelas partes.

O Ministério Público se manifestou pela condenação da acusada. Já a defesa sustentou a absolvição integral de Amanda. O juiz responsável pelo processo informou que a sentença deverá ser apresentada em até cinco dias.

Defesa pede revogação da prisão preventiva

Durante a mesma audiência, a defesa também solicitou a revogação da prisão preventiva de Amanda. O Ministério Público se manifestou contra o pedido de liberdade. Diante disso, o magistrado informou que irá analisar a solicitação juntamente com a sentença do processo.

Mulher fingiu ter 12 anos enganou família durante 14 meses

Amanda foi presa em junho deste ano após a investigação apontar que ela teria se apresentado como uma menina de 12 anos para uma família de Joinville. Segundo o delegado Rodrigo Gusso, Amanda conheceu os familiares por meio de uma igreja. Ela teria procurado ajuda na congregação e contado que era do Pará e havia sido vítima de abuso.

Ainda conforme a investigação, a mulher também afirmou ter passado por uma casa de prostituição, onde teria sido obrigada a tomar hormônios. A história teria sido usada para explicar sua aparência adulta.

A família, sensibilizada pelo relato, acolheu Amanda por aproximadamente 14 meses. Durante o período, ela utilizava o nome “Gabrielle” e, segundo a investigação, mantinha comportamentos considerados infantis para sustentar a identidade que havia apresentado.

Entre os itens utilizados estavam chupetas, mamadeiras e cobertores. A família também teria comprado roupas e custeado tratamentos, incluindo o medicamento Mounjaro, acreditando que ela apresentava um quadro de obesidade infantil. Os familiares chegaram a organizar uma festa de aniversário para comemorar os supostos 12 anos da menina.

A verdadeira identidade de Amanda teria sido descoberta depois que um familiar recebeu um alerta de outro parente sobre a possibilidade de ela não ser uma criança, mas uma mulher adulta.

Investigação aponta casos semelhantes em outros estados

O caso de Joinville não seria o único envolvendo a suspeita. Conforme as investigações, Amanda teria utilizado histórias semelhantes em outros estados, incluindo São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

No Paraná, ela teria enganado cerca de 12 pessoas ao se apresentar como uma menina de 13 anos. Na ocasião, segundo a investigação, afirmava estar em estágio terminal de leucemia e pedia ajuda financeira.

A suspeita teria utilizado grupos religiosos nas redes sociais para se aproximar das vítimas e posteriormente solicitado transferências via Pix, alegando necessidade de dinheiro para exames. As informações sobre outros possíveis casos fazem parte das investigações relacionadas à atuação de Amanda em diferentes estados.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.