
A família de Paulo Ricardo Dutra, jovem de 24 anos natural de Camboriú, tenta descobrir como trazer o corpo dele de volta ao Brasil. Paulo morreu durante uma missão na guerra da Ucrânia, após pisar em uma mina terrestre.
Conforme informado ao ND Mais, o corpo ainda estaria no campo de batalha, no mesmo local onde o jovem morreu. A família afirma não saber quais são os procedimentos necessários para realizar o traslado até o Brasil.
Paulo estava na Ucrânia havia cerca de três meses e, segundo a família, pretendia seguir carreira no país. Antes de viajar, trabalhava em uma loja de materiais de construção em São Francisco do Sul.
Jovem estava em primeira missão na guerra da Ucrânia
Durante os três meses em que permaneceu na Ucrânia, Paulo passou por um período de treinamento e mantinha contato diário com a família. Segundo o que contava à mãe, ele ficava em uma casa considerada segura e tinha uma rotina de treinamento e vigia.
Na quarta-feira (9), Paulo avisou a mãe que sairia para uma missão. No dia seguinte, a família recebeu a informação de que um soldado havia se machucado no campo de batalha.
Segundo a mãe, o comandante teria informado apenas que um soldado estava ferido e que Paulo estaria tentando socorrer a vítima. Os militares teriam recebido a ordem para retornar à base, mas ele insistia em voltar para prestar socorro.
Entre quinta-feira (10) e domingo (13), a família tentou entrar em contato com o jovem, mas não recebeu respostas. No domingo pela manhã, Eunice do Amaral Santos, mãe de Paulo, recebeu uma mensagem de uma pessoa que precisava conversar com ela. Mais tarde, amigos do jovem confirmaram a morte.
De acordo com relatos de amigos, os soldados pararam para descansar ao anoitecer e, no dia seguinte, Paulo teria ido pegar mantimentos de um drone quando pisou na mina terrestre.
Família busca informações sobre traslado do corpo
Além da perda, a família agora enfrenta a dificuldade para trazer o corpo de Paulo Ricardo ao Brasil. Segundo os familiares, o corpo permanece no campo de batalha, onde o jovem morreu.
“Eu queria poder jogar na rede social, porque para esses guris novos que estão com essas ideias de ir para lá, pensar, parar, não fazer essa besteira igual o meu filho fez, perder a vida lá por nada, para nada”, finaliza a mãe.
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