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No Espeto Corrido: Dono da churrascaria Galpão Gaúcho é preso por servir carne vencida e roubada à clientela

No Espeto Corrido: Dono da churrascaria Galpão Gaúcho é preso por servir carne vencida e roubada à clientela

29/01/2021 às 18h55 Atualizada em 29/01/2021 às 21h55
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Foto: Reprodução
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29.01 - O dono da tradicional churrascaria  Galpão Gaúcho,  de Itajaí, comprava carnes vencidas e roubadas para servir à clientela desde o ano passado. O crime contra a saúde pública foi descoberto pela equipe do delegado da Deic, Osnei Valdir de Oliveira.

O dono do restaurante, que foi preso em flagrante, agia em conluio com funcionários de uma empresa que beneficiava carnes velhas para fazer ração e farinhas para animais. A carne era desviada da linha de produção dessa empresa e acabava na mesa da churrascaria de Itajaí como se fosse apta ao consumo humano.

Os representes da empresa informaram à polícia que os produtos  desviados pelos funcionários são impróprios pro consumo humano e os alimentos deveriam ser levados pra matriz na empresa, na cidade de Tubarão, para serem processados e transformados em matéria prima pra biodiesel e ração animal.

Durante a investigação, foi descoberto que quatro funcionários da empresa praticavam esses furtos. A carne roubada e vencida era revendida pra churrascaria Galpão Gaúcho, que fica às margens da BR 101, no bairro Salseiros, em Itajaí. O dono e funcionários do restaurante faziam o transporte das carnes vencidas, armazenavam no freezer da churrascaria e depois serviam aos clientes.

A Deic cumpriu ordens judiciais nesta sexta-feira nas cidades de Balneário Piçarras e Itajaí, apreendendo parte das carnes furtadas, além de armas de fogo e munições. Duas pessoas foram presas em flagrante.

A vigilância Sanitária acompanhou operação na churrascaria e cerca de 800 quilos de carne imprópria para consumo humano foram apreendidos. Na casa do dono do restaurante foi apreendida uma arma e R$ 12 mil em dinheiro. O comerciante foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma.

Segundo o delegado, alguns produtos estavam tão deteriorados que o próprio dono da churrascaria reclamava que a “carne estava podre”. “Além da carne estar com data de validade vencida, era transportada sem qualquer critério sanitário, já que se destinava a produção de matéria prima para biodiesel e ração animal, contudo, ainda assim servia aos clientes, os quais ao avaliarem o estabelecimento comercial em uma rede social, demonstravam a insatisfação com os alimentos servidos, principalmente em relação ao mau cheiro da carne”, narrou o delegado.

A justiça autorizou a interdição da  churrascaria. O dono do restaurante e outros envolvidos no esquema foram indiciados por furto qualificado, receptação qualificada, crime contra a relação de consumo e associação criminosa.

Por: Fanciele Marcon (Diarinho)

Foto: Polícia Civil/Deic

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