
12.02 - Joinville já definiu uma estratégia para rastrear eventuais novos casos da nova variante do coronavírus. Neste momento, porém, o município identificou apenas um caso – um homem de 55 anos que viajou a Manaus e já está recuperado.
Ele lembra que o paciente apresentou uma situação de moderada a severa (dores no corpo e falta de ar) e necessitou internação hospitalar. Recebeu suporte de oxigênio, mas não precisou ventilação mecânica, nem intubação, recebendo alta no último dia 25 em situação estável. Não teve complicações posteriores e no momento encontra-se bem.
Melo explicou que é o primeiro caso de mutação em SC identificado em sequenciamento. “Como não fazemos sequenciamento de uma maneira frequente, isso abre nossa dúvida em relação da real situação da cepa local e faz com que a Vigilância tome medidas no sentido e ampliar essa avaliação para identificar possíveis outras situações que possam ter sido ocasionada pela cepa mutante”, complementa o especialista.
Luiz Henrique Melo detalhou como Joinville está se cercando de cuidados com relação a essa nova variante da Covid-19. Quanto aos familiares do paciente, a Vigilância fez o rastreamento bem como com outros contatos dele, que não tiveram sintomas nem apresentaram a doença.
Agora, como se trata de uma cepa mutante, mais infecciosa, foi preciso ampliar a avaliação: os profissionais de saúde que o atenderam, seja no PA Leste ou no Hospital Bethesda, passarão por exames.
Paralelamente, os pacientes que foram atendidos no PA Leste uma hora antes e uma hora depois também serão rastreados bem como os passageiros que vieram no mesmo voo de Manaus a Joinville.
Um quarto movimento também foi adotado pela Secretaria de Saúde de Joinville: os casos de Covid-19 que ocorreram no período, independentemente de terem tido contato com o paciente ou não, também estão sendo rastreados para saber se há possibilidade de identificar a cepa mutante.
Poder de contágio
Com relação ao poder de contágio dessa nova variante, Luiz Henrique Melo concorda com outros especialistas de que é potente. O problema é quando essa modificação é grande o suficiente para mudar o perfil dele e três são os perfis que preocupam a ciência: o risco de aumento do contágio; o de tornar a doença mais severa e o de escapar da resposta imune (reinfecção) ou da vacina.
Fonte: ND
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