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Caso Mariane: Pastor Jota, amante e genro da amante são presos pelo assassinato da atendente de cafeteria do Supermercado Bistek

Caso Mariane: Pastor Jota, amante e genro da amante são presos pelo assassinato da atendente de cafeteria do Supermercado Bistek

22/04/2021 às 15h06 Atualizada em 22/04/2021 às 18h06
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Foto: Reprodução
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22.04 - A polícia Civil prendeu o trio acusado de envolvimento no assassinato de Mariane Quele do Carmo dos Santos, 35 anos. Foram presos, o marido da vítima (Pastor Jota), a amante do marido, conhecida como Tata, e o genro dela. Um menor, sobrinho de Tata, que possui envolvimento com facções criminosas, que também participou do crime, está sendo procurado pela polícia.

A prisão do Pastor Jota, que é acusado de mandar matar a esposa, foi pela manhã de hoje, em Itajaí. Ele estava escondido na casa de um outro pastor evangélico, que disse não saber que o amigo tinha participação no crime.

Tata e o genro foram presos na cidade de Recife, em Pernambuco. O menor, que também fugiu para a capital pernambucana, está sendo procurado pela polícia. As duas prisões também foram hoje pela manhã.

Na entrevista coletiva que iniciou às 14h, a polícia Civil contou detalhes do crime e esclareceu a motivação do homicídio. Jota e Tata queria ficar com a casa, dinheiro e outros pertences da vítima. Já o genro e o sobrinho de Tata iriam receber dois mil e 500 reais pelo crime.

De acordo com a polícia, Mariane foi morta com 27 golpes de faca, desferido dentro do Corsa prata, de propriedade da amante. Os assassinos amarraram os pés e mãos de Mariane e jogaram o corpo dela no Rio Itajaí-Açú. Depois abandonaram o veículo em Navegantes.

Jota, no momento do crime, com objetivo de ter um álibi, ficou trabalhando em um obra na casa dele. Segundo com os pedreiros, ele se mostrava calmo, mesmo com o desparecimento da mulher, o que causou estranheza entre os trabalhadores.

Relembre o caso

Mariane trabalhava em uma cafeteria do supermercado Bistek, no bairro São João, em Itajaí e saiu do trabalho no final da tarde de quinta-feira, dia 8 de abril, e embarcou de carona num Corsa prata.  Foi a última vez que ela foi vista com vida.

Naquela mesma noite, o marido dela e os amigos começaram a postar nas redes sociais que Mariane teria embarcado num carro de aplicativo e desaparecido. A polícia Militar, contudo, apurou que Mariane teria embarcado no carro de uma vizinha. O que não ficou claro no momento inicial e quem dirigia o veículo.

Mariane ficou 18 horas desaparecida, até que o corpo dela foi encontrado boiando no rio Itajaí-Açu, no início da tarde de sexta-feira (9), no bairro Volta Grande, em Navegantes. Pescadores retiraram o corpo dela da água.

O Corsa foi encontrado abandonado no morro do Leiteiro, no bairro Escalvados, em Navegantes, há 15 dias. Ele estava sem placas, com a forração do teto arrancada e com marcas de sangue no interior.

Mulher de pastor

O pastor Jota e Mariane eram casados há 20 anos e tinham uma filha de 16 anos. Jota estava desempregado, mas chegou a coordenar um centro de recuperação de dependentes químicos da igreja CEI, até um mês atrás.

Por: Vilmar Carneiro

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