Terça, 13 de Outubro de 2026
20°

Tempo nublado

Penha, SC

Caso

Caso Mariane: Polícia Civil diz que assassinos agiram com frieza e requintes de crueldade

Caso Mariane: Polícia Civil diz que assassinos agiram com frieza e requintes de crueldade

23/04/2021 às 08h59 Atualizada em 23/04/2021 às 11h59
Por:
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

23.04 – Joedison dos Santos, 40 anos, o Pastor Jota; Shirlene da Silva Santos, a Tatá; e Lucas Fernandes irão responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores, pela morte de Mariane Quele Carmo dos Santos, de 35 anos, que foi assassinada com 27 facadas no dia 8 de abril. O trio foi preso ontem pelas policias Civil de Itajaí e do estado de Pernambuco.

Segundo o delegado Sérgio de Sousa, da DIC de Itajaí, o pastor Jota, marido da vítima foi quem planejou o homicídio. Tatá, amante do pastor, o genro Lucas e um sobrinho menor de idade, que está desaparecido, executaram o assassinato. O pastor Jota e a amante queriam assumir o relacionamento amoroso, mas não queriam que o casal se separasse. Eles acharam mais cômodo que Jota ficasse viúvo e herdasse a casa e o dinheiro que juntou com a mulher durante o casamento de cerca de 20 anos.

De acordo com o delegado Cláudio Castro, que comandou a ação na cidade de Recife, a mulher e o genro dela confessaram a participação no assassinato e contaram como tudo aconteceu.

Morta com 27 facadas

Na noite do crime Mariane, que trabalhava e uma cafeteria do Supermercados Bistek, em Itajaí, aguardava uma carona para ir pra casa. Tatá, que era amiga e vizinha de Mariane, foi até o local com um Corsa prata por volta das 19h e assim que a vítima entrou no carro recebeu os golpes de faca. Segundo a investigação, foi o genro de Tatá quem deu os golpes fatais em Mariane. Estavam no carro, Tatá, sentada no banco dianteiro, Lucas e menor no banco traseiro. Mariane sentou no banco dianteiro do carona.

Mais tarde, ela teve as mãos e as pernas amarradas e o corpo foi jogado no rio Itajaí-açu. No dia seguinte, pescadores encontraram o corpo dela boiando no rio no bairro Volta Grande, em Navegantes. O Corsa foi abandonado na localidade do Morro do Leiteiro, no bairro Escalvados, em Navegantes, com manchas de sangue e sem placas. Tatá, o genro e o sobrinho fugiram de ônibus para São Paulo e depois para a capital pernambucana.

Frieza do pastor

O pastor Jota, embora tenha armado a trama, não participou da execução, explicou a polícia Civil. Jota ficou em casa, no bairro Cordeiros, na noite do crime, ficou trabalhando em uma obra até as 22h e publicou nas redes sociais o desaparecimento da mulher.

O único que permaneceu na região foi Jota. Como ele tinha um álibi para o dia do crime, já que estava em casa na companhia de um pedreiro que fazia uma obra na casa da família, Jota acreditou que não seria desmascarado.

Ele continua negando o envolvimento no homicídio. “O pastor não se mostrou arrependido. Ele foi bastante dissimulado e há bastante pontos divergentes nos depoimentos prestados à polícia. Ele demonstrou uma frieza extrema e é uma pessoa bastante dissimulada”, analisou o delegado.

Para executar o crime, eles contrataram o genro de Tatá e combinaram um pagamento em dinheiro. O homem receberia R$ 2500 pelo assassinato. O menor, sobrinho de Tatá, daria apoio ao assassinato e também iria receber R$ 2500.

Jota e Mariane moravam no bairro Cordeiros há cerca de 10 anos. Eles têm uma filha de 16 anos. A família é natural da Bahia.

Por: Vilmar Carneiro

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.