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Itajaí: DIC indicia médico por oito mortes de pacientes no Hospital Marieta Konder Bornhausen

Itajaí: DIC indicia médico por oito mortes de pacientes no Hospital Marieta Konder Bornhausen

14/05/2021 às 10h06 Atualizada em 14/05/2021 às 13h06
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Foto: Reprodução
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14.05 - A DIC de Itajaí concluiu a investigação sobre o médico Gustavo Deboni da Silva, médico do hospital Marieta Konder Bornhausen e foi acusado pela morte de oito pacientes do hospital.

O delegado Sérgio Sousa, responsável pela investigação, não deu detalhes do inquérito, mas confirmou que o médico foi indiciado pelos oito homicídios e que ele também pediu a prisão preventiva de Deboni.

A investigação contou com laudos do instituto Geral de Perícia (IGP), do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM) e com a perícia de materiais apreendidos durante buscas na casa do médico e no hospital Marieta.

O ministério Público confirmou que recebeu o inquérito. O caso está com o promotor Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto, da 2º Promotoria de Itajaí. “No dia 6 de maio de 2021, a autoridade policial encaminhou ao MP o inquérito policial referente ao caso, supostamente concluído, o qual ainda está sob análise do Promotor de Justiça, por se tratar de fatos complexos, que demandam minuciosa análise de diversos prontuários médicos e das perícias juntadas até o momento”, informou em nota o MP.

O ministério Público lembrou que partiu do órgão o pedido para a investigação criminal envolvendo o médico Gustavo Deboni.

Segundo a 2ª Promotoria, o MP tomou conhecimento de supostas irregularidades cometidas pelo médico, no exercício da profissão, em meados de dezembro de 2020, quando foram solicitada diligências complementares para comprovar o uso da medicação rocurónio, bloqueador neuromuscular, com a extubação de pacientes - retirada do respirador, o que causava a morte por asfixia.

Em agosto do ano passado, o conselho Regional de Medicina de Santa Catarina e a Justiça já tinham decidido afastar o médico do exercício da medicina. Em dezembro, o conselho Federal de Medicina (CFM) anulou a interdição cautelar do CRM-SC e o médico pôde voltar a trabalhar. Em janeiro deste ano, por decisão judicial, Deboni novamente foi impedido de clinicar.

A advogada Louise Mattar Assad,  defensora de Deboni na esfera criminal, informou que ficará provado no processo que a acusação é equivocada. “O próprio CFM reconheceu a ilegalidade e a falta de veracidade das acusações e restituiu ao médico Gustavo o direito de exercer a medicina,” diz. A defensora ainda alega que há uma “teoria conspiratória deflagrada por interesses escusos”.

Fonte: Diarinho

Texto: Franciele Marcon

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