
31.05 - A Secretaria de Saúde de Santa Catarina, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), informou, ontem (30), que está acompanhando o caso sob investigação em Joinville.
“A Secretaria de Saúde de Santa Catarina, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), informa que no dia 29 de maio de 2021, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Estadual (CIEVS) recebeu notificação do CIEVS de Joinville sobre a suspeita de um caso de mucormicose, conhecida popularmente como “fungo negro”, em um paciente, de 52 anos, morador de Joinville. O caso, que está sob investigação, está sendo acompanhado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica”, destacou em nota a Dive.
O caso é de um homem, de 52 anos, morador da zona Norte da cidade, com histórico de comorbidades (diabetes mellitus e artrite reumatoide). No dia 20 de fevereiro, ele apresentou sintomas gripais e realizou o teste de antígeno no dia 23, confirmando o diagnóstico para Covid-19.
Em 19 de março, em função de uma fraqueza generalizada relacionada com a Covid-19, foi internado em um hospital da rede particular. Teve alta no dia 4 de abril, com melhora geral do quadro de saúde. Por ter apresentado cetoacidose diabética, uma complicação metabólica caracterizada por fatores relacionados com a diabetes, o paciente teve uma celulite facial, que prejudicou parcialmente a clareza da visão. Atualmente, o paciente segue internado em unidade hospitalar particular, com monitoramento constante da Secretaria Municipal da Saúde.
O termo fungo negro é popularmente utilizado para se referir à mucormicose, uma infecção causada por um fungo da classe Zygomycetes e ordem Mucorales.
É considerada uma infecção fúngica grave e rara, originária de microrganismos que vivem em diversos ambientes, particularmente no solo com matéria orgânica em decomposição, como folhas, adubo ou madeira.
A mucormicose é contraída por pessoas que entram em contato com os esporos fúngicos. Indivíduos diabéticos, com doenças onco-hematológicas ou que utilizam medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis à contaminação.
Em casos graves, a mucormicose pode evoluir para coma e óbito. A infecção, que geralmente se manifesta na pele, pode espalhar-se para outras partes do corpo.
Fonte: ND+
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