
31.05 - Resgatada no dia 25 de maio, na praia de Canto Grande, em Bombinhas, uma gaivota-maria-velha, deu entrada na última semana na Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali - Unidade Penha. Estava estressada, desidratada, com escore corporal ruim e flexão pendular do pescoço.
Foram realizadas coletas de amostras de sangue para análise de presença de hemoparasitas, hemograma e exames bioquímicos, que revelaram diminuição do número de leucócitos (células de defesa), hipoproteinemia (pouca proteína no sangue) e anemia.
Esses exames complementares foram fundamentais para orientação das equipes em oferecer um tratamento adequado. Outros cuidados envolveram nebulização, hidratação endovenosa, suplementação vitamínica e administração de medicamentos. Após recuperação a ave será solta em seu habitat.
Apelidade carinhosamente de Maria, ela foi a segunda gaivota dessa espécie registrada no trecho de praias monitorado diariamente pela Univali - Unidade Penha. E uma curiosidade: o primeiro registro da espécie ocorreu em 2016, no mesmo mês e na mesma praia.
Gaivotas dessa espécie são aves pequenas, medindo cerca de 50 centímetros. A plumagem do corpo é branca, com penas em tons acinzentados. Quando está no período reprodutivo, a plumagem da cabeça fica totalmente preta.
Habitam as áreas de praia, de rios, de estuários, de banhados e de baías. Vivem exclusivamente na América do Sul, nas regiões dos mares Atlântico e Pacífico, ocorrendo desde o Chile, Ilhas Malvinas até o Brasil.
O PMP-BS é realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. A Univali monitora o Trecho 4, compreendido entre Barra Velha e Governador Celso Ramos (SC).
Fonte e foto: PMP-BS
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