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Caso Flávia Godinho: Acusada de matar grávida em Canelinha vai a júri popular

Caso Flávia Godinho: Acusada de matar grávida em Canelinha vai a júri popular

27/07/2021 às 11h26 Atualizada em 27/07/2021 às 14h26
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Rozalba vai a juri popular - Foto/Divulgação
Rozalba vai a juri popular - Foto/Divulgação

27.07 - Rozalba Maria Grime, acusada de matar Flávia Godinho Mafra, em Canelinha, vai a júri popular. De acordo com sentença do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, o julgamento será por homicídio quintuplamente qualificado com agravante, tentativa de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, de parto suposto, de subtração de incapaz e de fraude processual.

Segundo a sentença, o homicídio de Flávia será julgado como qualificado por “motivo torpe”, “emprego de meio insidioso ou cruel”, “emboscada, dissimulação ou recurso que dificulte a defesa da vítima”, “para assegurar vantagem de outro crime”, “contra mulher por razões da condição de sexo feminino” e com aumento da pena por ser praticado contra gestante.

A tentativa de homicídio trata-se do bebê, qualificado por ser contra pessoa indefesa. A sentença aponta que Rozalba estava ciente da possibilidade de ferir o bebê, apesar de não querer matá-lo. Contudo, caberá aos jurados avaliarem a presença ou não do propósito homicida neste caso.

O documento, assinado pelo juiz José Adilson Bittencourt Junior, desta segunda-feira, 26, aponta que serão intimados o Ministério Público, o assistente de acusação e a defesa de Rozalba para apresentarem o rol de testemunhas que irão depor em plenário. Portanto, ainda não há data para o júri acontecer.

A sentença ainda pede uma atenção ao diretor do Presídio Feminino de Florianópolis para observar Rozalba, após a carta escrita pela autora do crime, em que ela contou que pensava em tirar a própria vida.

A defesa de Rozalba pediu por novos exames, com objetivo de avaliar a sanidade mental da acusada. Segundo a sentença, o Perito Judicial declarou que “não considerou necessário realizar entrevistas ou exames complementares.

Nos depoimentos, Rozalba afirmou que sofreu um aborto em janeiro de 2020. Ela não contou aos familiares que teve a ideia de assassinar Flávia e roubar o bebê da gestante.

Relembre o crime

Flávia foi encontrada morta no dia 28 de agosto de 2020. Ela era moradora do bairro Cobre, em Canelinha, e estava grávida de 36 semanas. O corpo foi encontrado no bairro Galera.

Conforme a Polícia Civil, Rozalba confessou que matou a vítima com golpes de tijolo na cabeça. No depoimento, a assassina afirmou ter usado um estilete para retirar o bebê do útero da gestante.

Segundo o delegado, Rozalba admitiu ter contado à vítima que haveria um chá de bebê para atraí-la. Flávia saiu de carona para um chá de bebê surpresa.

O crime ganhou destaque nacional e chegou a ser noticiado no programa Fantástico, da TV Globo.

Fonte: O Município

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