
24.09 - O Tribunal do Júri do Fórum de Barra Velha condenou ontem, após cerca de 12 horas de julgamento, Eduardo Ferreira da Cruz, de 27 anos, a 19 anos e dez meses de prisão, por matar o comerciante Ademar João Espíndola, de 68 anos, o Ade, no dia 12 de abril de 2019.
O condenado que tinha fugido da cidade, foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), no dia 22 de agosto de 2019 no Paraguai. Desde então ele estava preso na UPA (Unidade Prisional Avançada) de Barra Velha e agora deverá cumprir pena no regime fechado. O julgamento foi ontem e inicou às 9h e terminou pouco depois das 22h.
O crime
O comerciante foi atropelado e prensado contra um muro por Eduardo, marido da ex-nora de Ade. Uma briga de familiar motivou o crime. Depois do atropelamento fatal o autor do crime fugiu do local e abandonou o carro em frente a uma tabacaria, no Tabuleiro, em Barra Velha e fugido para o Paraguai, de onde teria tentado, por diversas vezes, enganar a polícia fazendo publicações falsas nas redes sociais.
O crime foi por volta das 20h, do dia 12 de abril de 2019, na rua José Feliciano Coelho, no bairro São Cristóvão. A suspeita na época que Eduardo, padrasto de um neto da vítima, teria agredido a criança e o avô foi tomar satisfações com a ex-nora e o atual.
O filho de Ade contou para polícia Militar, na época, que tinha ido até a casa de ex-mulher junto com o pai e o irmão. Na residência, teria acontecido uma discussão, e o atual companheiro da mulher ligou o carro, um Kia Sorento, e jogou o veículo contra Ade, que foi prensado num muro.
O assassino teria passado duas vezes por cima da vítima. O comerciante chegou a ser levado para o pronto-atendimento de Barra Velha, com vários ferimentos pelo corpo, mas não resistiu.
Versão da ex-nora
A ex-mulher do filho de Ade contou que o pai da criança e um irmão chegaram na casa bem alterados, cada um com uma barra de ferro na mão. O ex-marido e o cunhado teriam ido na intenção de bater no companheiro da mulher, que já estava de saída com o carro.
A ex-nora conta que Eduardo tentou sair do local, mas teria sido cercado pelo ex-marido e o ex-cunhado. Que eles tentaram cercar a rua para não deixar o atual companheiro passar, foi então, segundo ela, que Ade (ex-sogro), que também estava cercando a passagem, foi atingido acidentalmente e acabou sendo atropelado”, alegou ela em uma rede social.
De família bastante conhecida em Barra Velha, Ade tinha uma marmoraria e uma loja de materiais de construção. O crime chocou moradores de Barra Velha e São João do Itaperiú.
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