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Vômito de Baleia: Morador de Itajaí pode ter encontrado âmbar cinza na praia de Cabeçudas

Vômito de Baleia: Morador de Itajaí pode ter encontrado âmbar cinza na praia de Cabeçudas

09/10/2021 às 09h13 Atualizada em 09/10/2021 às 12h13
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O popular "vômito de baleia" e considerado item de luxo pela indústria para ampliar a fixação de perfumes caros, Foto/Ilustração

09.10 - Um morador de Itajaí teria encontrado o popular “vômito de baleia”, que vale um fortuna. O âmbar cinza, que parece uma pedra, é um “cálculo intestinal das baleias” e usado na indústria farmacêutica e de beleza, e pode render um bom dinheiro.

O homem, não identificado, garimpava objetos trazidos pelo mar, na praia de Cabeçudas, usando um detector de metais. O achado foi, há alguns meses, durante a ressaca que atingiu o nosso litoral.

O caso veio à tona ontem, através de sites de notícias. Ele teria localizado a pedra e percebido que era diferente, mais leve, e se alertou para a possibilidade de ser o “vômito de baleia”.

O professor Jules Soto, curador do museu de oceanografia da Univali, explica que a pedra é expelida do intestino de baleias cachalotes. Ele acredita que é difícil, mas não é impossível de se encontrar a pedra aqui na nossa região.

“Tem que analisar para dizer se é ou não. O reconhecimento não ocorre por fotografia. Ela é possível de ser encontrada na nossa região, mas é bastante improvável”, opina Jules. O especialista confirma que os cachalotes são frequentadoras da costa catarinense, já que estamos na rota de imigração.

O morador de Itajaí chegou a levar a substância para análise do pesquisador da Univali, André Barretos, que acredita ser o âmbar cinza, também chamado de ambergris.

Na Tailândia

Se ainda há dúvidas sobre a pedra encontrada em Cabeçudas, o tailandês Narong Phetcharaj, 56 anos, confirmou, na quinta-feira, que a pedra branca que ele encontrou flutuando no mar, na cidade de Surat Thani, no sul da Tailândia, é mesmo o popular “vômito de baleia”.

A pedra tem cerca de 30 quilos e está avaliada em R$ 7 milhões. Os especialistas já comprovaram a autenticidade do material, de textura gordurosa, encontrado no intestino da baleia, e considerado item de luxo pela indústria para ampliar a fixação de perfumes caros, como, por exemplo, o francês Chanel 5. O caso do tailandês foi divulgado no portal Daily Mail.

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