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Agronegócio de fachada: PF desmonta esquema de tráfico comandado por irmãos gêmeos em SC, MS e RS

Agronegócio de fachada: PF desmonta esquema de tráfico comandado por irmãos gêmeos em SC, MS e RS

08/12/2021 às 09h56 Atualizada em 08/12/2021 às 12h56
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Sequestro de bens da família chegam a R$ 50 milhões - Foto/PF
Sequestro de bens da família chegam a R$ 50 milhões - Foto/PF

08.12 – Na manhã de ontem (7) a Polícia Federal deflagrou a Operação Geminus com objetivo combater um grupo familiar dedicado ao tráfico de cocaína do Mato Grosso do Sul para o Rio Grande do Sul. Foram 11 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão cumpridos por policiais federais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Além dos mandados, ordens judiciais foram cumpridas em Porto Alegre, Viamão, Capão da Canoa, Taquara, Parobé, Florianópolis, Camboriú, Itajaí (SC), Ponta Porã, Dourados, Maracaju, Deodápolis, determinando o sequestro de 52 imóveis e de 70 veículos. Entre os veículos de luxo estão: automóveis, jet skis, caminhões, carretas e tratores. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de valores em contas bancárias de 33 pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema de tráfico de drogas. Os bens sequestrados estão estimados em R$ 50 milhões.

Negócios de família

A investigação apurou que organização criminosa é comandada por núcleo familiar estabelecido nas cidades de Deodápolis (MS) e Viamão (RS). A família utilizava o agronegócio e outras atividades econômicas formais como fachada para ocultar os valores obtidos com o tráfico internacional de drogas, principalmente de cocaína.

O esquema funcionava da seguinte forma: o grupo transportava a droga escondida em caminhões a partir da fronteira do Mato Grosso do Sul, para uma propriedade rural no município de Viamão (RS), de lá, a droga era distribuída para traficantes locais do Rio Grande do Sul, principalmente das regiões de Porto Alegre e Vale dos Sinos.

Durante as investigações, que começaram em agosto de 2019, a Polícia Federal apurou que a organização criminosa movimentou 5 toneladas de cocaína em um ano.

Os valores obtidos com o tráfico de drogas eram inseridos na economia formal através de simulação de prestação de serviço de transporte, declaração de produção de grãos inexistente, atividade pecuária na região de Deodápolis, empresa de locação de máquinas e equipamentos para a construção e outras aquisições de bens móveis e imóveis em nome de terceiros.

Sequestro de bens da família chegam a R$ 50 milhões; grupo usava o agronegócio como fachada para tráfico de cocaína entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

 

 

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