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Penha: Polícia Civil diz que mulher que matou homem no estacionamento na praia do Poá agiu em legítima defesa

Penha: Polícia Civil diz que mulher que matou homem no estacionamento na praia do Poá agiu em legítima defesa

08/01/2022 às 08h46 Atualizada em 08/01/2022 às 11h46
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Foto: Reprodução
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08.01 - A mulher de 37 anos, presa em flagrante, na quinta-feira da semana passada (2), por matar a facadas Sebastião Pereira, 60, que cuidava do estacionamento de um camping, entre as praias do Poá e Vermelha, em Penha, responde em liberdade pelo crime. A Polícia Civil entendeu que o crime foi em legítima defesa, após uma discussão.

A vítima morava na rua São Roque, praia do Poá, e cuidava de um terreno onde foi instalado o estacionamento de um camping. Como o terreno é grande e a casa do homem tem dois pisos, ele alugou a parte debaixo para a mulher morar com as duas filhas.

Em depoimento à Polícia Civil, a acusada revelou que Pereira era alcoólatra e, segundo ela, a convivência estava difícil. No dia do crime, ela e Pereira discutiram. Pereira se armou com uma foice e golpeou a mulher por duas vezes. Os golpes acertaram o braço e a perna dela. A mulher conseguiu pegar um facão e revidou os golpes. Ela acertou vários golpes no homem, que saiu correndo do terreno para o meio da rua, onde caiu morto.

Um casal de Jaraguá do Sul presenciou as agressões e confirmou a versão da acusada para a polícia Civil. A mulher chegou a ser detida pela PM e levada para a delegacia de Balneário Piçarras, mas o delegado de plantão ouviu os relatos, entendendo que a mulher agiu em legítima defesa. A mulher foi solta e vai responder pelo crime em liberdade.

Denúncia de abuso

A Polícia Civil ainda não confirmou a versão da acusada de que o homem teria tentado abusar de uma das filhas da agressora. No dia do crime, quando foi detida pela PM, a mulher contou que a filha de cinco anos teria contado que Pereira bebeu o dia todo e depois teria assediado a criança. A mãe foi tomar satisfação e começou a discussão que terminou em morte. A polícia ainda não confirmou a suspeita de abuso.

O casal que viu as agressões contou à polícia que não ouviu o bate-boca e não sabe o motivo da briga. Eles só revelaram que Pereira golpeou a acusada, que depois revidou.

A Polícia Civil deve concluir o inquérito policial ainda neste mês de janeiro pra ser enviado ao fórum.

Fonte: Diarinho

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