
11.01 – Leonardo Tranotti, 28 anos, acusado de matar por asfixia a namorada Indira Mihara Felski Krieger, de 35 anos, na madrugada de sábado, no apartamento da vítima no edifício Tangará, no bairro Fazenda, em, Itajaí, está preso desde a madrugada de ontem com ordem de prisão temporária por 30 dias. As investigações policiais apontam que após cometer o crime, o acusado levou dois veículos da vítima e usou o celular dela, se passando por ela para pedir um Pix de 500 reais aos familiares da vítima.
Indira era servidora do fórum de Itajaí e irmã da juíza Anuska Felski. Ela namorava Leonardo há quatro meses e não havia histórico público de violência doméstica. Mas o acusado responde a inquérito policial de violência doméstica contra uma ex-namorada. O acusado trabalhava como vigilante, mas estava desempregado. Ele também era lutador de M.M.A, segundo seu perfil nas redes sociais.
O crime
Após várias tentativas de contato com Indira, por volta das 23h de sábado, os familiares resolveram ir até o prédio da vítima, onde a encontraram morta, em cima da cama, com um sangramento no nariz.
As investigações mostraram que ela chegou em casa na noite de sexta-feira e que o namorado já estava no apartamento. A polícia acredita que ela foi assassinada em seguida. Teria havido uma discussão entre o casal. Apesar da briga, o local não foi revirado e os vizinhos não ouviram qualquer barulho.
Pelas câmeras de monitoramento, a polícia descobriu que Leonardo deixou o local por volta de 1h30 da madrugada de sábado, usando o carro de Indira, um Ford Ka. O acusado foi até um motel de Balneário Camboriú, onde, segundo a polícia, fez consumo de drogas e deixou o carro penhorado para pagar a conta do estabelecimento.
Na manhã de sábado ele voltou ao apartamento, pegou uma motocicleta da vítima e foi até um motel em Barra Velha, onde permaneceu até se apresentar às cinco horas da madrugada de segunda-feira à polícia.
PIX
A família de Indira começou a perceber que tinha algo errado porque apareceram mensagens enviadas do celular da vítima pedindo dinheiro. Uma mensagem dizia que Indira queria dar um capacete de R$ 500 para o namorado e pedia uma transferência por PIX, mas para uma terceira pessoa.
A juíza Anuska Felski, irmã da vítima, fez várias ligações ao celular de Indira, que foram atendidas pelo suspeito. Ele dava desculpas para a vítima não atender ao celular. Além das mensagens estranhas, Indira tinha um compromisso com a família no sábado e não apareceu.
O delegado Eduardo Ferraz, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí, interrogou o suspeito. Ele estava acompanhado do advogado e não quis falar nada sobre a acusação.
Fonte> Diarinho
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