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Mestre Doca I: Pescadores de Balneário Barra do Sul acusados de tráfico internacional de drogas vai ficar presos até o julgamento da justiça espanhola

Mestre Doca I: Pescadores de Balneário Barra do Sul acusados de tráfico internacional de drogas vai ficar presos até o julgamento da justiça espanhola

27/01/2022 às 20h19 Atualizada em 27/01/2022 às 23h19
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Como não existe um tratado internacional de drogas eles vão a julgamento no país onde teriam cometido o crime – Foto/Divulgação
Como não existe um tratado internacional de drogas eles vão a julgamento no país onde teriam cometido o crime – Foto/Divulgação

27.01 - Os sete tripulantes do barco pesqueiro Mestre Doca I, apreendido com 560 quilos de cocaína, no último dia 19, no Oceano Atlântico, próximo das Ilhas Canárias, seguem presos na Espanha. Três deles são moradores de Balneário Barra do Sul, outros três também brasileiros não identificados e o sétimo de nacionalidade francesa. Eles devem permanecer detidos provisoriamente até serem julgados pela justiça espanhola.

Em entrevista à NSC o advogado de defesa dos catarinenses, Adilson Buzzi, eles estão no centro penitenciário na Ilha de Tenerife e como não existe um tratado internacional de drogas vão a julgamento no país onde teriam cometido o crime.

De acordo com Buzzi, após a definição da sentença, há possibilidade de os homens pagarem a pena em Santa Catarina. Inclusive, no Presídio Regional de Joinville.

“Assim que sair a sentença, aí sim existe um tratado de extradição no processo de execução da pena. Aí vamos entrar com um pedido para que cumpram a pena no Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores” afirmou Buzzi.

O advogado disse que na tarde de terça feira (25) ele se reuniu com familiares dos pescadores, moradores de Balneário Barra do Sul, quando eles relataram que a última vez com os pescadores foi no dia 15 de dezembro do ano passado. Desde a última conversa por telefone, na manhã daquele dia, as esposas dos três pecadores não tiveram mais notícias dos maridos.

Os familiares estavam preocupados, mas como a falta de contato por dias é até normal, já que, em alto mar, é difícil pegar sinal telefônico, eles aguardavam notícias todos os dias. Mas na noite do dia 19, as famílias foram surpreendidas, com a notícias das prisões através das redes sociais.

O advogado acredita que o fato foi uma “aventura de primeira viagem” dos pescadores e que as famílias não estavam sabendo do que aconteceu.

 

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