
01.02 - Foi identificado como Jonas da Silva, de 62 anos, o homem encontrado carbonizado em um casebre destruído por um incêndio ontem (31), na Ponta do Araçá, em Porto Belo. Ele teria cometido suicídio, de acordo com a Polícia Civil.
Por volta das 18h de ontem, populares viram o barraco de madeira de Jonas já completamente destruído pelas chamas. Como o local é de difícil acesso os Bombeiros não conseguiram chegar com o caminhão auto bomba próximo do casebre. Um barco da Fundação do Meio Ambiente fez a travessia da equipe de bombeiros, quando chegaram a casa os socorristas encontraram o corpo de Jonas carbonizado e casa toda destruída.
Jonas da Silva, de 62 anos, era pescador aposentado e morava em um barraco construído no costão. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio, em que a própria vítima colocou fogo no casebre. “Ele já havia comentado com populares que iria se matar, tinha muitas dores nas pernas, a princípio ele teria colocado fogo no barraco”, informou a delegada Luana Backes. O laudo da perícia do Corpo de Bombeiros irá checar as suspeitas.
O casebre ficava bem na ponta do Araçá, em um local de difícil acesso. Há cerca de um mês, ele já tinha colocado fogo na bateira que usava para a pesca.
Segundo a prefeitura de Porto Belo, Jonas era acompanhado pela assistência social do município. Ele tinha problemas mentais e na semana passada a equipe da prefeitura o levou para a casa da irmã, em Tijucas – toda a família dele mora na cidade vizinha. Só que a irmã revelou que no domingo à noite ele sumiu da casa dela.
A suspeita é de que ele pegou um motorista de aplicativo e retornou para sua casa na ponta do Araçá. Ele recebia um auxílio em dinheiro do governo. A assistência social de Porto Belo só foi avisada do retorno de Jonas pro Araçá, após o incêndio.
Populares contam que ele morava no Araçá há cerca de 15 anos. Quando era mais jovem e forte, ele vinha nadando da casa dele até a terra firme. Todos os moradores do Araçá conheciam ele e o ajudavam.
“Ele tinha aposentadoria, mas não queria morar com familiares, ele queria morar lá onde sempre morou: na ponta do Araçá”, conta uma moradora da comunidade.
Procure ajuda
Caso esteja passando por algum problema emocional, ligue para o Centro de Valorização da Vida, o CVV. Os voluntários da ONG oferecem apoio gratuito e 24 horas por meio do telefone 188.
Fonte: Diarinho e ND+
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